Há cenas que só vistas se acreditam
Ric Jo | 26 de Agosto de 2010
E esta é uma delas. Courtney covering Pearl Jam. Damn.
E esta é uma delas. Courtney covering Pearl Jam. Damn.

Não é todos os dias que durante uma qualquer jam session se acaba por jammar com o autor do livro de acordes ao qual estás a tocar. Aconteceu ontém à noite no The Royal George. How random was that?
Foto de Fil Nunes.

The uke is the star in today’s ‘The Guardian’. Mais uma prova do crescimento da popularidade do instrumento. Vai uma noite do ukulele tomorrow night? You bet ya.

As memórias proporcionadas por um pedaço de papel, uma guitarra, umas cervejas e uns amigos são eternas. Infelizmente as folhas de A4 que proporcionam momentos do género de eterno não têm nada e demonstram bem a marca do tempo e das vivências que proporcionaram. A acompanhar-me há quase 15 anos, chegou a hora da minha pasta de acordes ser renovada, onde o papel rasgado dá lugar a cópias reluzentes. Mas as folhas manchadas e marcadas pelas noites, essas continuarão a dar música até ao dia em que as suas fibras não mais aguentarem (dedicarei um post as essas míticas folhas num futuro próximo).
À pala de um gravador minidisc da Sony que comprei este fds pela módica quantia de £2, e de mais algum material do Plutão Anão já existente, tenciono passar algumas das minhas tardes de verão que aí se aproximam (ai de ti que decidas zarpar do sudoeste Europeu, filha de puta de sol!) a gravar um ou outro programa do Plutão Anão em formato móvel, acompanhado por algum (qualquer) amigo com bom gosto musical, umas Sagres frescas, um indefectível cheiro a pinheiro e o cantar de grilos como acompanhante constante de fundo. E dizem que o dinheiro não traz alegria. O caralho que não traz.
É uma partida que não acontece desde do longínquo ano de 1962, por altura, uma meia final da Taça dos Clubes Campeões Europeus que o Benfica viria a ganhar – a segunda seguida. Venceu o Benfica a primeira mão na Luz, por três-bolas-a-uma, tendo perdido a segunda mão no White Hart Lane, por duas-bolas-a-uma.
Volvidos quase cinquenta anos, quis um jogo amigável juntar novamente as duas equipas pelas quais torço desde puto e esta é a primeira vez que tenho a possibilidade de poder ver tal situação ocorrer. Não venho aqui explicar ou justificar (como se tal fosse preciso fazer) a razão pela qual sou adepto de ambos os clubes, mas a verdade é que esta noite daria tudo para poder estar presente no Estádio da Luz. Desta feita, em vez de estar por Benfica, estarei pela minha terra natal a assistir ao jogo com um desejo apenas: que se jogue uma bela partida de futebol e que se honre o bom nome de ambos os clubes, os quais estão novamente e claramente numa rota tendencialmente positiva.
Ciente da qualidade de ambas as equipas mas também da superioridade futebolística (e nesta caso, claramente táctica) Portuguesa, creio estarem reunidas as condições para 90 minutos dos quais não me esquecerei, com certeza. E como me dizia há dias o maior Benfiquista do mundo, “até nem importaria que o glorioso perdesse de maneira a que o Tottenham juntasse uma taça do Benifca à sua sala de troféus”.
Que se possam voltar a encontrar novamente na época que se inicia brevemente, desta feita pelas últimas rondas da Liga Dos Campeões. Por ora, que role a bola e que vença… qualquer um.

English TV can make for very interesting viewing.
(ou ‘o que apanhei em sessão de zapping às 22:30h de ontem num canal aberto a todos’)
Por estes lados ouve-se com atenção sobre as temperaturas altíssimas que se fazem sentir em Portugal nesta altura do ano. Mesmo para um país habituado às andanças nos píncaros dos termómetros, 40ºC e 41ºC são de respeitar. Mas não é nada que invejo ou desejo, pois tratam-se de temperaturas insuportáveis e que levam a que uma pessoa passe mais tempo dentro das casas frescas do que na rua. E eu, quando regressar a Portugal no mês de Agosto, qual bom emigrante, quero é poder andar o máximo de tempo possível na rua, apanhando ar quente no focinho. Mas lá no fundo, sinto que o que me vão esperar são as típicas noites geladas de verão Oureenses e em vez de as passar ao luar numa das torres dos castelos como de forma romântica e ingénua desejo, está-se mesmo a ver que estarei enclausurado dentro de umas quaisquer quatro paredes ou encasacado numa qualquer esplanada de verão, sempre ao abrigo do vento. Mas apesar das noites de verão por Londres serem mais agradáveis do que na cidade pequena, continuo a ansiar por duas semanas que nunca mais chegam. Enquanto isso, o Plutão Anão passa agora a ter um sistema de avaliação de cada programa (nada de muito elaborado, não pensem), de maneira a que possam partilhar o quão mau acham que o programa é. Noutro canto, a descobrir de forma completa depois do verão, partilho umas fotos tiradas por mim a uma cenas de street art bacanas em Londres no fds passado e enquanto continuamos a assistir ao diminuir gradual diário de minutos de luz solar, continuo por decidir: cinza ou bege?
O verão tem sido bastante escaldante pelos lados de Londres, este ano. Isto, obviamente, na perspectiva Inglesa. Tirando uma ou duas semanas de excepção (verão sem chuva não seria verão Inglês), o termómetro tem andado maioritariamente entre os 25ºC e os 30ºC.
Tendo em conta a excelente capacidade térmica das casas Inglesas, que conservam bastante o calor – algo que dá muito jeito no inverno – os verões excepcionalmente quentes podem por vezes ser um martírio para quem quiser ficar dentro de portas. Se a isto juntarmos uma cidade amplamente servida de parques de grande e enorme dimensão onde as pessoas têm uma tendência descomunal de calçar o chinelo e sair porta fora mal apareçam alguns raios de sol, então podemos dizer que temos todos os ingredientes para que se passe pouquíssimo tempo dentro de casa nesta altura do ano.
Sendo uma cidade tão grande, não é surpresa nenhuma quando um encontro combinado com amigos ou uma ida a um museu demore cerca de 40 minutos a alcançar. Se nos imaginarmos enfiados num metro onde a temperatura certamente ronda por vezes os 40ºC e onde os cheiros não são propriamente os mais chamativos que existem, então é fácil concluirmos que uma das melhores formas de comutar por Londres nesta altura seja a bicicleta.
Continuar a ler »
O Plutão Anão celebra o verão que por estes lados se verifica mais quente do que o costume, tendência verificada também pela metrópole. No 29º programa, vagueando por canções que fizeram parte da banda sonora do verão de muito boa gente e de novos temas que ainda estão a tempo de o fazer, estendemos as toalhas, abrimos umas minis e assistimos ao virar do dia para a noite ao som de bandas como os LCD Soundsystem, Pixies, Green Day ou Bombay Bicycle Club, entre outros.
Espalha o protector e carrega no play. Boa viagem.
Estúdio 2 da Rádio Universitária do Minho (que me acompanhou durante muitas madrugadas de muita noite Bracarense). Uns montam museus de colectividades desportivas ou estúdios de música por casa. Eu cá optarei por reproduzir um estúdio destes um dia num qualquer sótão ou cave, quem sabe.
Tal como a cidade que dá nome ao álbum. Atrevo-me a dizer, novamente, que estes senhores são actualmente a melhor banda do mundo.
Semana aterefadíssima e de passagem apenas de relance. Três notas importantes a reter desta semana (e três apenas porque não há tempo para mais):
*Este artigo está a ser replicado algures por aí. Mas ainda não é tempo de desvendar onde. Watch this space.
(clicar para aumentar)
Este espaço, localizado no meio do nada e circundado pelo puro countryside Inglês, será palco de um fim de semana de sol, celebração, ukuleles, guitarras, vinho, bbqs, muito revivals e muita alegria. Bring it on.
Pá, oh ipod, já nos conhecemos há quanto tempo? Quatro ou cinco anos já, não? Pois. E desde então, quase todos os santos dias que se passaram, tive contigo na mão, no bolso ou em cima da mesa, bem perto de mim, certo? Agarrado a mim via fonos, partilhamos muita horinha a ouvir muita coisa boa, não? Ok, ok. Admito que de vez em quando me estiquei e obriguei-te a passares cenas menos boas. Acontece a todos. Todos temos a fase em que apetece só ouvir cenas dos anos 80. Mas vá, em 90% do tempo, não me digas que não te orientei como deve ser quanto a bom som, não? Não me digas que com as ceninhas boas todas que te dei a mostrar, que não te acostumaste àquilo que curto ouvir, certo? Então porque porra é que das raras vezes em que não tenho vontade nem cabeça de escolher um álbum inteiro de fio a pavio para ouvir, e lá te meto a contra gosto em modo shuffle, tu só me fodes a cabeça ao escolher quase unicamente os álbuns da treta que por lá te meti em tempos com o intuito de apenas os descobrir e ouvir pela primeira vez, tendo me esquecido de depois os remover por serem muito fracos?
A vingança fica-te mal, my friend. Muito mal.

Ao sabor do calor providenciado pelos 30ºC (sim, leram bem – trinta graus centígrados in London) e com as hosts residentes do programa – ‘C’ e ‘V’ (agora Cat e Vânia) – o Plutão Anão regressa em formato VCR para o vigésimo oitavo programa. Gravado num só take apenas e sem qualquer tipo de trabalho de casa ou preparação feita, neste último programa falamos do Mundial de Futebol, de filmes pornográficos portugueses, touradas e festivais de música, entre outros temas também espontaneamente trazidos aos nossos microfones. Isto tudo fazendo companhia a uma colecção de canções escolhidas pelos três, onde entre outras coisas ouvimos o que aí vem no terceiro álbum dos Arcade Fire, onde damos a conhecer uma figura da Islândia que cria música bonita e que não se chama Jónsi ou Bjork e onde as descargas de guitarra são denominador comum com os The Horrors, Los Campesinos! e os Phoenix.
Fica também a despedida (demasiado cedo!) feita à nossa ‘V’, que em breve regressa à metrópole, mas prometendo no entanto um regresso pontual aos nossos microfones. Teremos sempre um micro à tua espera, VaVa.
E com isto vos desejamos a todos muito boa viagem. Regressaremos em breve para uma sessão carregada de sons de e para o verão. See you there.
Livros Ambiente Cinema Cultura TV Blogs Pearl Jam Marcas Tech Meios Comunicação Fotografia Informação Geral Vídeos Sociedade Polítiquices Braga Ourém Net Plutão Anão Opinião Arte Friends Portugal London Desporto Devaneios Som
Comentários Recentes