I guess that this is goodbye

25 de Fevereiro, 2012

É com o coração pesado (pieguices e estrangeirismos à parte) que escrevo este post. Demorou quase sete anos, mas sempre soube que o seu tempo haveria de chegar. E depois de uma prolongada ausência forçada pela falta de ligação à rede, pensei que a vontade da escrita aqui me fosse jorrar dedos-a-fora mal voltasse à ligação. Mas entretanto já se passaram praticamente dez dias e desde então que não me tem dado vontade de me sentar à frente do computador e escrever o que quer que fosse por estas bandas.

Se há coisa que um canto destes tem de ser, é constante. Pode não ter ‘publicação’ diária. Ou mesmo semanal. Mas terá de ser sempre constante. Terá de ser um hábito que provoque hábitos e a verdade é que já vão longe os dias em que este burgo tinha essa mesma rotina como hábito primário. Longe vão os dias das postadas diárias. Eu mudei ao longo destes anos e comigo mudou naturalmente também a internet. As redes sociais mataram a blogosfera. Ou então, como me disse um amigo meu há dias, apenas veio filtrar e deixar unicamente os que mereciam ficar. Vejo-me forçado a concordar com ele. A verdade é que não foram as redes sociais que me forçaram a tomar esta decisão, até porque ela não foi forçada e nem sequer foi uma decisão. Foi simplesmente um processo natural, que culminou de forma natural até ao dia de hoje. O pensamento e a vontade de o fazer não são de hoje, isso é certo.

Já tinha alinhavado um sem-número de coisas que queria partilhar por aqui com as gentes nos próximos dias. Ficarão certamente por partilhar noutra altura. Ou até, por outros. É que já há várias pessoas que partilham aquilo que eu gostaria de partilhar. Que mostram aquilo que eu gostaria de mostrar e que dizem aquilo que eu gostaria de dizer. E, a menos que se possa (e queira) dedicar todos os segundos da vida fora do emprego enrolado na teia que é a internet, como forma a estar sempre em cima do assunto, não se traz propriamente nada de refrescante ou de novo à rede e a participação acaba por ser, a meu ver, redundante. A alternativa é então respirar-se mais, pensar mais pausadamente, ter tempo para investigar, ter tempo para escrever e ter um objectivo claramente definido, como forma a contribuir de forma regular, mas pausada, com algo que de facto contribua em alguma coisa. E a verdade é que até hoje não encontrei nada nem ninguém para levar algo do género a avante. Tenho imensa vontade de continuar a escrever. Seja para a rede ou para o papel. Mas gostaria de o fazer rodeado de outras pessoas, fazendo parte de uma equipa e de um projecto. E até isso não acontecer, não sinto que consiga escrever (ou queira expor a minha vida pessoal para conseguir escrever) algo que valha francamente a pena vir até aqui ler.

E assim sendo, fica para a posterioridade a carcaça destes que foram os últimos seis anos e oito meses da minha vida, com muitíssimos mais altos que baixos, é certo. E como produto secundário, ao melhor estilo da química, ficou registado praticamente um diário da minha vida. Not too bad.

O próximo passo então, será tentar ocupar os imensos minutos do dia que existem de forma diária desde que ponho pé fora do escritório até ao momento em que os meus olhos cerram e passo para o dia seguinte. Ficará, pelo menos para já, o Plutão Anão e umas quantas brincadeiras de sujar os dedos.

Não me vejo certamente a conseguir estar muito tempo de fora sem ter um sítio onde mandar pelo menos uma caralhada de quando em vez. Mas, creio, nunca num formato de blog com nome de bebida alcoólica. Mas também nunca limitado por cento e quarenta caracteres ou pela superficialidade do mundo azul.

A todos que ao longo do tempo que foram passando por aqui, para o bem e para o mal, os meus maiores agradecimentos. Proporcionaram-me momentos de extremo prazer numa época muito própria e propícia a tais interacções. E por tal, estou-vos muito gratos.

O próximo que vier que apague a luz.

I could go on my own, but I feel like playin’ dead
and for what feels like the first time
I don’t know where you are tonight
I guess that this is goodbye

Voltar à tona para um bafo de ar

16 de Fevereiro, 2012

É mais ou menos essa a sensação que hoje sinto ao voltar a sentar-me ao meu portátil e ligar-me novamente à internet. Apesar de ter gostado do lado mais tranquilo da vida ao longo destas três semanas de ausência, já são demasiadas as dependências à rede e ser privado delas por um tempo tão indeterminado acaba sempre por fazer moça. E agora há tanto para ler, escutar e ouvir durante os próximos dias, antes que volte tudo a ser como antes. O Plutão de tão abandonado que esteve estes últimos tempos, anda com uma bela camadinha de poeira. Mas agora tem poiso próprio cá na casa nova. Ah pois é. Mas esses detalhes ficam para depois. Agora, se me dão licença, vou só colocar as vistas em dia até domingo e segunda feira voltaremos às rotinas.

See you around.

Moving south (of the river)

20 de Janeiro, 2012

Está em  andamento o processo de mudança de casa. Mais de vinte e dois anos depois, o regresso à margem sul do rio concretiza-se. Veados e água acastanhada, eis o que me espera depois do reboliço uber-urbano-e-multicultural dos últimos anos. A viagem rumo a sul, meus amigos, já começou. A terminar em terras Portuguesas, qualquer dia, eheh.

Feita a contextualização, fica aquilo que queria realmente partilhar: até meados de Fevereiro (a pender mais para o final do mês), deixarei de ter acesso a sério à net (i.e. sem ser no telefone), logo o Plutão Anão e afins ficam de molho por algum tempo. Entretanto, aproveitarei a belíssima oportunidade proporcionada para voltar a viver como um cidadão da década de noventa. Escritório / Quarto vago / Estúdio / My own freaking (!!) Room, here I come.

Até breve.

Homens

17 de Janeiro, 2012

Os ângulos rectos fazem-se de régua e esquadro. Mas em terras da Régua, não é o esquadro que falta por lá; e assim sendo, na terra dos grandes vinhos, os homens de agah grande medem-se aos quarenta-e-cinco graus de ângulo.

Plutão Anão Podcast | Programa #49

15 de Janeiro, 2012

Ano novo, revisão da matéria. É sempre assim no Plutão Anão e este ano não foge à regra. Na nossa primeira aparição do ano, voltamos atrás e revemos o que de bom e do melhor foi feito no ano anterior, guiados como sempre pelas escolhas dos nossos ouvintes.

Com um misto de nomes novos e pesos pesados, na lista final deste ano prevalecem algumas declarações de lealdade para com algumas das bandas predilectas dos nossos ouvintes, misturados aqui e acolá por nomes dos quais porventura iremos ouvir por alguns anos adiante.

Assim sendo, convidamo-vos para virem dar uma escuta-dela aos 10 melhores álbuns de 2011, as chosen by our listeners. O nosso muito obrigado a todos que participaram na votação.

Boa órbita.

Plutão Anão #49 – 10 Melhores de 2011

‘a cabana’

15 de Janeiro, 2012

Documentário de curta-metragem de Tiago Gonçalves

Acabei há pouco de gravar o próximo programa do Plutão Anão, que irá para o ar um pouco mais logo. Até lá, recomendo a visualização do segundo documentário de curta-metragem do Tiago, intitulado de ‘a cabana’, em exibição no youtube. São 11 minutos que nos levam de volta a um cenário do qual estimo muito. Abraçado por pinheiras e azinheiras, ‘a cabana’ serve para memória futura do património natural que aquele canto pequeno de Portugal tem. E em tempos em que aquela zona em particular se vê envolta em mais betão e alcatrão do que nunca, é sempre reconfortante simplificar a equação e retornar simplesmente à caruma que teima em cair em cima do telhado d’a cabana’. E parafraseando o João (protagonista do filme), ‘não há melhor jardim botânico que esse’. A verdade é mesmo essa.

Só o facto de estarmos neste artigo

14 de Janeiro, 2012

Artigo

diz muito. Tranquilamente, cá vamos andando.

Manel

12 de Janeiro, 2012

Por incrível que pareça, em trinta e dois anos nunca lá tinha metido os pés. Quando finalmente o fiz, foi exactamente de acordo às minhas expectativas. E por lá encontrei todas aquelas ilustres figuras, que já fazem parte da mobília da cidade pequena.

Os sabores, cheiros & sons do Manel Raul, que se ainda hoje servisse por de trás do balcão teria sido recém-coroado de bis-avô (vide post abaixo), só se captam na sua essência indo mesmo lá – é certo. Mas o cachecol do Glorioso, esse sim foi captado. E jamais poderia falhar. Especialmente naquela noite.

CA’96 + 1

9 de Janeiro, 2012

Quando o + 1 passa a ter um verdadeiro e mágico significado. Muitos, muitos, muitos parabéns, CA :)

Publicidade

7 de Janeiro, 2012

A prima Alexandra tem um novo canto na net, de muito bom gosto e com o nome indicado de ‘O Meu Blog de Gajas’. Obviamente, recomendo uma passagem diária por lá como forma a manter o bom ritmo cardíaco.

O primo Paulo também tem um canto novo na net, e de uma utilidade extrema. Chama-se ‘Onde Bola’ e indica em que canal podemos encontrar as papoilas saltitantes a darem banho de bola. Tem também referência às outras equipas, mas tenho dúvidas que isso interesse mesmo a alguém?

Toca a fazer bookmarks aos dois sites.

Braga jovem

7 de Janeiro, 2012

Gostei de ler o artigo da P3 sobre Braga e particularmente a forma bastante positiva como retrata a cidade. Aliás, em certos momentos exageram nesse retrato cor-de-rosa, fazendo da coisa algo mais do que é. Mas equilibra de certa forma o artigo com a cobertura do facto triste (e gritante!) do desapego da comunidade académica com o centro da cidade, dada a distância física que separa os dois polos maiores da cidade. E tanto a cidade como os estudantes perdem muito com isso.

De qualquer das formas, antes de ter ido viver para Braga, sempre ouvi dizer que era ‘a melhor cidade de Portugal’. Não o será, com certeza. Mas será certamente uma delas.

*A autoria de foto é-me desconhecida, infelizmente.

2012 em Plutão

6 de Janeiro, 2012

Podem passar pelo Facebook do Plutão Anão para saber o que é que os três primeiros programas do ano vão trazer. Entre eles, o nosso quinquagésimo. Eina.

No ar em breve. Ouvimo-nos por lá.