(Imaginary) Soundbites
Ric Jo | 30 de Julho de 2009«E ao sétimo dia de Agosto, far-se-à luz.»
Tava a ver que não. Net em casa dia 7 de Agosto. Yiiihaaa.
«E ao sétimo dia de Agosto, far-se-à luz.»
Tava a ver que não. Net em casa dia 7 de Agosto. Yiiihaaa.
«Too many twits can make a twat.»
David Cameron, líder da oposição inglesa dando a sua opinião sobre o Twitter em entrevista à Absolute Radio ontém.
Encontro-me neste preciso momento num internet cafe a teclar um post de forma passageira. Restam-me 8 minutos de ligacao ao mundo e nao ha tempo de fazer as actualizacoes que a mente deseja. E tambem nao ha tempo de se orienar acentos em teclado anglo-saxano. Amanhem-se, eh eh.
A net ta a custar mais a instalar do que eu inicialmente previa. Arrisco-me a dizer que ta-se a tornar mais dificil do que as minhas experiencias em Portugal. Oh well, nem tudo pode ser bom. De resto, descobriu-se aqui na vizinhanca mais um spot Tuga. Desta feita a amiga Crisitiane deu de caras com o Nucleo Sportinguista Londrino enquanto andava perdida ‘a procura da minha casa nova. Porra, apesar de lagartos, eles ao menos hao-de ter Sporttv e jogos do Benfas ao fim de semana, nao?!?! A explorar esta quinta ‘a noite. De resto, agora ando com bronze de condutor no outro braco, fruto do lado contrario do volante dos automoveis de ca e agora dou-me ao luxo de fazer jogging canal acima e canal abaixo. Ui. Fotos a serem postadas quando a net se designar a aparecer por estes lados. Ja so me restam 4 minutos de net e eu queria responder aos comentarios e colocar o meu novo banner (o que nao faz ter tempo a mais nas maos ‘a noite sem nets e coisas do genero!). Fica para uma proxima sessao. Tres minutos, tempo para me despedir de vos e sem tempo para verificar erros ortograficos! Um minuto. Ate ja. Ou nao.
Já se encontra disponível o último programa do podcast Plutão Anão – Me & My Guitar II, segundo episódio da série dedicada a cantautores. Visitamos nomes da folk inglesa como o grande Nick Drake e John Martyn, passamos pelo blues com o The Legendary Tiger Man, pelo folk de Butcher The Bar e Devendra Banhart e acabando nos excelentes The Low Anthem, entre muitos outros. Podem passar pelo local de órbita do décimo sétimo programa aqui. Boa viagem.
Nota: para ouvir o programa, entre as várias possibilidades no site do Plutão Anão, podem ir até à última frase do post e clicar onde diz ‘Play Now’ em verde, indo aparecer um leitor (depois é só carregar no play) ou podem clicar em ‘Download’ (igualmente na última frase do post), descarregando o programa para o vosso computador ou podem clicar no link do feed do itunes, no canto superior direito do site (necessitam do itunes instalado no vosso computador para utilizarem este modo). Qualquer dúvida/problema, apitem.
Hoje consegui voltar a ter contacto com o mundo (vulgo net) por alguns instantes. Tempo suficiente para vir aqui dar uma perninha de forma rápida. Isto de se estar sem internet e sem televisão permite que se acabe por acabar (passe a redundância) coisas que se tinha pendente há uma carrada de tempo (podcast feito e pronto para entrar em órbita ainda hoje, se possível), de se pôr a leitura em dia e de se ir aprendendo umas canções novas na guitarra (na imagem, lá por casa). Tempo também para se andar a descobrir as novas redondezas. E como em quase todo o lado, aqui também há um local (neste caso até dois) Português bem perto. A cinco minutos de distância tenho o Café Lisboa (com os correspondentes toldos vermelhos do café Sical) e do lado oposto da rua, o Café Porto (com os correspondentes toldos azuis do café Lavazza). Ontém fui ate lá à noite na esperança que, tal qual um café em Portugal, estivessem abertos noite fora com o Benfica a espalhar magia na Sporttv. Népias. Fechadinhos. Resta a esperança de que às sextas e sábados a noite, o caso seja diferente. Muito bom auguro foi encontrar um pub com dois enormes párasois da Sagres. Será caso para entrar em campo, indeed.
A meio disto tudo, ontém ia tranquilo da vida passeio fora quando vejo um carro parar de repente no meio da estrada e sair de lá de dentro quatro gajos com pistolas na mão. Pensei por breves segundos que seria vítima de um típico caso de estar no sítio errado à hora errada. Mas acontece que aqueles quatro gajos eram polícias vestidos à cívil e iam dar uma visita a dois jovens que estavam a fazer negócio à janela de um automóvel mesmo ao meu lado.
E com este breve update volto ao obscanturismo da vida sem net. A previsão é para que ela volte daqui a duas semanas. Azar o meu, sorte a vossa!
Amanhã (6ªf) adivinha-se um dia bem cheio. Trabalhar, chegar a casa, empacotar e fazer a limpeza final. Sábado de matina, acabar o empacotamento e relocation em acção. Depois é desempacotar, limpar, tomar banho na casa de banho nova e ir beber uns pints com os mates & primos à noite. Domingo, dia de ressaca (que escasseiam cada vez mais, devo dizer) e continuação de personalização e limpeza do meu nosso novo canto. E isto tudo, deve-se dizer, sem o lifeline que é a net. Portanto meus senhores, amanhã (6ªf) será a minha última noite com net durante alguns dias (espero) ou semanas (desespero). Sabe-se lá. É de aproveitar, eh eh. Logo que esteja novamente ligado ao mundo, darei o ar da minha graça. Com podcast entretanto terminado, espero.
E diga-se que já não postava informação tão pessoal há uma série de tempo.
Ciaaaaao.
Adivinha-se-me uma semana bastante agitada e cheia de pouco tempo (?!). Uma mudança de poiso (W9 rules, eh eh) e o podcast para acabar (isto a meias com os jogos amigáveis do Benfas para ver em streaming – este ano é que é. Lol), pouco tempo me sobrará para postar. Aliás, os minutos que costumo passar em verborreia, passá-los-ei esta semana em momentos de prazer e tranquilidade. Quem me conhece sabe que sou louco por chocolate preto. Em tempos fui até viciado. Mas controlado que está o vício, o prazer, esse contínua lá. E apesar de muito mais esporádico, o ritual do quadrado de chocolate negro a seguir ao jantar (que é quando me sabe melhor. Go figure.) continua a ser praticado de quando em vez. E depois de jé ter percorrido todas as percentagens de cacau menos a máxima, tendo-me mantido fiel na ordem dos 80%/85%, eis-que uma a pessoa especial me presenteia com um espécimen 100% de cacau. Chocolat Pur Beurre de cacao, diz o envolcro do Chocolat Bonnat. Venha ele então. Sem medos.
A few musical notes.
Ena, tanto link.

Comecei a conduzir a sério por estas bandas há uns dias atrás e cheguei a uma conclusão rápida e, porventura, dispendiosa também: o mais difícil de se conduzir por cá não é ter que o fazer à esquerda, nem com o volante do lado contrário ou meter mudanças com a mão esquerda. É ter mesmo de cumprir os limites de velocidade, já que as câmaras (radares) estão literalmente por todo o lado. Desde das estradas com limite de 30mph (50km/h) às autoestradas de 70mph (113km/h), são mais que as mães e a quinta mudança dentro da cidade não mexe. N’existe pas. Para quem foi criado como condutor português, em estradas portuguesas, cumprir limites de velocidade não é das coisas mais naturais. Tá foda.
* Que remédio.
Ver 80 mil espanhóis a prestarem vassalagem a um português não deixa de ter um sabor deveras interessante e, quiçá, sobranceiro.
*ou nacionalismo fácil
Photo credit: Marca

Andando ontem na rua com uma camisola da selecção portuguesa, acabado de fazer jogging, dois senhores claramente à procura de algo, vendo-me com a camisola das quinas sobre o dorso, olharam um para o outro como quem diz “Este de certeza que sabe…”. Vindos então em minha direcção, lançaram-me a questão: “Onde é que fica o ‘Nandos’*?”. E sabia mesmo, mas por mero acaso. Ou será que por ser Português e estar identificado como tal, teria uma base de dados de todos os Nandos da zona? Ainda para mais, tratando-se de frango assado bem abaixo da qualidade de uma qualquer tasca Portuguesa, in my opinion.
*franchise de restaurantes de comida portuguesa em Inglaterra (e não só).
Tonight I could’ve done with the sound of crickets. That non-stop song that I truly love, that tells you when the sun has come to stay during the day and when the mosquitoes have come to play during the night. I could’ve done with a breath of fresh pine-tree air. Maybe two or three. Those kind of deep, deep breaths you take that make you feel like you’ve just cleansed your lungs, extracting all that air that makes the tissue you blow your nose with completely black at the end of the day. I could’ve done with the sound of guitar strings being plucked, as if both them and the crickets were part of an orchestra, romantically and naturally combining themselves into one big beautiful concerto. I could’ve done with the interruption of such a beautiful harmony once in a while, by the sound of a Macal riding down the rural roads that lead to a scarce number of houses, all wrapped around a blanket of green pine-trees. Tonight I could’ve done with being able to look up into the dark and actually seeing all the stars in the summer sky, sparkling proudly and brightly. I could’ve done with that cold summer night breeze that sometimes shows up, touching the skin of my face whilst my eyes get lost at the view of Venus and Jupiter. Tonight I could’ve done with all this, accompanied by the taste of home-made bread, baked in a home-made wood oven, a slice or two of home-made cheese and home-made red wine done with the help of the hands that typed this text.
Tonight I could’ve done with a bit of Portugal.
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[This post's soundtrack - I Want by Cat Power - Singing For Trees]

Excelente notícia, a de que a Ryanair finalmente vai assentar arraiais no Aeoroporto de Pedras Rubras, Porto (naquele que é, sem dúvidas, um dos melhores aeroportos da europa). A abertura de mais uma das suas bases está para breve e perspectivam-se assim ainda mais vôos de e para o Porto a preços ainda mais competitivos. Excelente também a notícia do interesse da empresa irlandesa em voar para Lisboa no futuro. Está mais que visto que ter acessos de low-costs a determinadas cidades é determinante para o desenvolvimento do turismo local e permite a emigrantes tugas como eu, muitas mais opções competitivas para ir picar o ponto a casa de forma mais regular. No meu caso particular, Braga ficou ainda mais perto. Oh yeah.
Que calor do caralhinho. Tivesse eu umas Sagres para beber e um pica-pau (porque não gosto de carcóis, pois sei bem que melhor ficaria na descrição) para o lanche todos os dias numa esplanada, acompanhado pel’ A Bola (esta altura das transferências é picanço de ponto diário obrigatório pelos desportivos!), e diria que estava em pleno Portugal. É soo atrás de soo. Não há como lhe escapar. O que vale (?) é que só dura esta semana. Apesar de 32ºC serem o pão nosso de cada dia em Portugal e chamar heatwave a este número de graus ser um bocado abusador. Mas está mesmo muito calor e eu já não estava habituado a tais andanças.
Reportagem sobre a onda de calor no ‘The Guardian’.
Reportagem do ‘The Sun’ das meninas inglesas bonitas a usufruirem do calor igual ao das Bahamas.
Brighton, “praia” (e coloco praia entre aspas, porque ultrapassa-me o conceito de passar um dia inteiro deitado em cima de pedregulhos) de eleição dos Londrinos pela sua proximidade e um misto de bimbos à inglesa (chavs), gente bonita e uma boa noite. Gays, muitos também. E gente inteligente. Passo a explicar. Andava eu há dias por lá à procura da revista ‘Time’ na hora de almoço, quando encontrei (após algum custo) uma loja da especialidade. Entrando, atirei à menina que estava atrás do balcão, “Tem a a revista ‘Time’ ?”. Respondeu-me ela com um “Que revista?”. “‘Time’”, disse-lhe eu. “Oh, ‘The Times’, claro que temos o ‘The Times’!”. “Não me estou a referir ao jornal”, respondi-lhe, “mas sim a uma revista norte americana que se chama ‘Time’”, continuei. E a pobre ficou algo confusa, respondendo de seguida que não a tinham (como se fosse necessária qualquer confirmação depois da curta conversa entretanto acabada) e que teria de ser encomendada propositadamente. Despedi-me com um “Deixe estar”, incrédulo com a ignorância de alguém que não conhece um dos maiores símbolos da imprensa mundial e cujo emprego especifico é precisamente vender esse mesmo produto. Ca’ burra.
Photo credit: Darwinek.

Deve ser mesmo esta a cara de LFV e Vilarinho neste momento, pois desta não deveriam estar eles à espera. Se se cofirmar a ordem do tribunal, LFV será impedido de se candidatar ao lugar do qual ele se demitiu por razões de proveito pessoal. Como benfiquista, espero mesmo que esta ordem tenha efeito e que se elimine quaisquer tipos de cheiros a Hugo Chavezismos no Sport Lisboa e Benfica. De apreciar as palavras do (mau) candidato Bruno Carvalho, que assume eleições dentro de 6 meses após a sua possível eleição. Não gosto da instabilidade no clube, mas ela é tão só da culpa de LFV. As regras são para se cumprirem. Assim, sim.
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