Que escrever aqui?
Ric Jo | 30 de Setembro de 2009Para mim, a parte mais difícil de escrever um post ou um email é decidir que título lhes dar.
Bizarre.
Para mim, a parte mais difícil de escrever um post ou um email é decidir que título lhes dar.
Bizarre.
Demorou mas foi. Aproveitando o balanço da reentré política pós-verão (um bocadinho mais tarde que esta, devido a afazeres profissionais, é certo), também o Plutão Anão faz a sua reentré nas ondas da rádio e na internet. Dedicado a tudo o que é material novo de variadíssimas bandas e artistas lançados neste final de verão, o décimo oitavo Plutão Anão faz órbita aos álbuns e trabalhos novos de gente como Julian Casablancas, Radiohead, Pearl Jam, Alice In Chains, Arctic Monkeys e Editors, entre outros. Podem ouvir o ‘Back to Action’, aqui.
De referir duas ou três alterações em relação ao Plutão Anão a entrarem em vigor a partir deste programa. A primeira mudança, efectuada com base nalgum feedback recebido, é a ausência da play-list do próprio programa no site do Plutão Anão. A partir de agora, para se conhecer a lista completa de bandas cobertas em cada programa, ter-se-à de fazer uma órbita completa a Plutão Anão. A lista detalhada e consequente mp3s poderão ser sempre cedidos através de pedido efectuado para o email plutaoanao (at) ricjo.org ou em forma de comentário no site.
É que ao escutar todos os discursos de todos os cabeças de lista de todos os partidos que elegeram deputados, parece que todos ganharam. Ou melhor, ninguém perdeu. Uns porque apesar de não ser maioritária, conseguiram a vitória depois da derrota nas Europeias. Outros porque os primeiros não venceram com maioria absoluta. Aqueloutro porque conseguiu roubar a maioria absoluta aos primeiros, subindo ao mesmo tempo o seu número de votos. E os restantes dois, porque subiram de número de votos, sendo que um deles se afigura porventura como opção única (e perversa) para governo maioritário em coligação.
Bom, ao menos são todos felizes. Resta saber se Portugal também o estará daqui a quatro anos. E já agora, correndo o risco de estar a errar ao declarar isto (porque não fiz a pesquisa para comprovar o que vou agora escrever), teremos porventura o maior número de deputados socialistas trotskistas e marxistas de todos os países europeu ocidentais. E a ver os casos onde o socialismo prevalece mundo fora, não será porventura grande auguro. Corrijam-me se estiver enganado.
Foto do jornal Público.

Passo imensas horas a comutar. Metro, comboio ou avião, a quantidade de horas que passo regularmente em viagem é imensa. E quando a cabeça já não está para a leitura ou esta tenha acabado, fico por vezes como um puto irrequieto. Muitas vezes vejo um gajo ao fundo a jogar a sua PSP ou Nintendo DS e fico cheio de inveja, qual puto de 12 anos. Lol. Mas sei que rapidamente me farto de jogos e que não sou muito dado a eles, logo não se justifica um gasto de cento e tal euros num brinquedo daqueles. E mais, os jogos actuais por vezes exigem demasiada dedicação, algo que não estou disposto a dar. E então dou por mim a relembrar os tempos em que os jogos eram bastante mais simples, mas proporcionavam horas imensas de entretenimento. É certo que um gajo em puto se distrai muito mais com essas cenas do que aos 30 anos de idade, mas se tivesse um quarto daquele prazer de entretenimento que tinha, já me daria por satisfeito. Passei imensas horas, muitas mesmo, à frente da SEGA Mega Drive do meu primo André. Tantas. O som incial da “Segaaaa”, ao arrancar o jogo, aqueles sons de efeitos do Sonic quando ele “comia” as argolas, o som do impiedoso machado do Golden Axe a chacinar inimigos ou os gemidos do golfinho Eco enquanto ultrapassava as barreiras com muita perícia, todos estes sons e imagens fazem parte integral do meu imaginário de criança a entrar na adolescência. Na altura não se sacavam jogos e computadores eram poucos os que haviam, logo um gajo agarrava-se a estas jigajogas com toda a paixão. Continuar a ler »
… volto a ter 14 anos e a vestir a camisa. Acompanhando o regresso das camisas de flanela à moda, chega o ‘Black Gives Way To Blue’, novo álbum dos Alice in Chains. Primeiro álbum de originais da banda de Seattle desde de 1995 e desde da morte de Layne Stayley, aqui sim, temos um regresso do grunge puro. E isso será bom? Pela audição do primeiro tema do álbum que fiz há minutos, mau não é. Mas que será esquisito voltar a ter uma novidade dos AIC após estes anos, isso será. Mas vou guardar o treat para a viagem de comboio de amanhã. Venha daí essa camisa de flanela então.

Feitas as contas aos gastos diários com metro e comboio contra os custos de adquirir um automóvel de baixa cilindrada em segunda mão, manutenção, road tax, inspecção e gasolina/gasóleo mensal, é-me economicamente mais eficiente adquirir e usar o automóvel para ir e vir do trabalho. Assim o farei.
As políticas de incentivo à eficiência ambiental, aqui pelo reino pouco unido, de eficientes não têm muito, tá visto.
Hoje vi uma senhora a lavar os dentes enquanto conduzia o seu automóvel. Espuma a sair da boca e tudo. É a famosa multiplicidade simultânea de tarefas do cérebro feminino em plena acção. Pena é esta parecer funcionar à custa de outras partes do cérebro que por consequência param.
«(…) as informações sobre a gripe estão também disponíveis no site gripe.ezec@gmail.com»
Patrícia Lopes in ‘Jornal da Tarde’ da RTP 1, 15 Setembro 2009.
É bom saber que há jornalistas Portugueses que sabem qual a diferença entre um endereço de email e o endereço de um site. Já agora, no mesmo programa citado em cima, no grafismo da reportagem do jogo de (então) mais logo à noite, Chelsea-Porto, foi utilizado um símbolo descontinuado pelo clube Londrino, o qual já não é utilizado desde de 2005. E para terminar, na reportagem sobre a intenção de Elton John adoptar uma criança seropositiva Ucraniana, o grafismo apresentava o nome do cantor da seguinte forma: Elton Jonh.
Pormenores.
Florence And The Machine, Alela Diane, Gossip, Muse e Stewart Copeland (The Police), entre outros, todos num só programa. És grande*.
*Talvez demasiado grande, visto assim ter pouco tempo no ar para dedicar a cada um deles. Peca por isso o programa.

Ric Jo descobriu hoje que os seus pais são amigos de um senhor que fez rádio numa das mais conceituadas estações de Portugal durante quatro anos e que tem (como investimento pouco rentável) uma rádio em Portugal, a qual está disposto a ceder para exploração sem qualquer tipo de custo.
Ora foda-se. Tivesse sido há uns anos atrás ou tivesse eu agora sem onde estar todos os dias das 9 às 17 e 30, e lançar-me-ia de cabeça. Acredito que o indie-folclórico marcaria pontos com o povinho das aldeias. Eh eh.
E estatísticas também. Mas aqueles que o IFFHS apresentou ontem são bem objectivos. Não sou um para vangloriar-me apenas de vitórias passadas, mas factos são factos e este não deixa de ser um bastante honroso. O 9 parece mesmo ser o número da semana.
Hoje ao adquirir uma garrafa de vinho no supermercado cá do bairro, a menina da caixa, muito elogiosamente mas claramente exagerando, perguntou-me pela minha idade, dando a ideia que eu não teria anos suficientes para a adquirir. Foi-me proporcionado um momento de prazer que durou cerca de um milésimo de segundo antes de rapidamente cair na real. Triste, triste é um gajo já se sentir elogiado com estas cenas, eh eh.
… que tive forças para meter mãos à obra.
Passam por mim as últimas horas das férias, madrugada fora com um canal bem Português como barulho de fundo. Aproveito-as para meter a leitura digital em dia. Em breve regressa a rotina. Tempo para voltar a meter o Plutão Anão em órbita, retocar umas coisas aqui e acolá e abraçar um ou dois projectos novos (anúncios para breve). Para trás deixo o calor, os sabores, os cheiros, alguma família e alguns amigos. Mas não tarda nada o natal tá aí.
See you all pretty soon.
Livros Ambiente Cinema Cultura TV Blogs Pearl Jam Marcas Tech Meios Comunicação Fotografia Informação Geral Vídeos Sociedade Polítiquices Braga Ourém Net Plutão Anão Opinião Arte Friends Portugal London Desporto Devaneios Som
Comentários Recentes