É com alegria que leio notícias positivas sobre Braga, como a do Público de ontem – ‘Braga discute o que fazer com a herança romana’. Se por um lado a referência negativa a mais uma das dezenas e dezenas de espaços comerciais existentes na região sem quaisquer pingos de originalidade, por a riqueza Romana da cidade de Bracara Augusta que, para além do referido exemplo citado no artigo das Frigideiras Do Cantinho, onde não se consegue fugir à ruínas Romanas quando se lá vai para buscar uma das fantásticas chamuças, o resto encontra-se sempre mais escondido e menos acessível. Só para citar um exemplo, para se ver as ruínas dos balneares Romanos descobertas aquando da construção da nova estação de comboios, tem-se de descer até à garagem, sem indicações demais nos pisos superiores da existência de tal monumento.
Anyway, as ruínas Romanas são apenas um dos vários (muitos!) exemplos onde Braga teria e tem um potencial nunca aproveitado. A isto, se juntarmos a política do betão e desorganização urbana total providenciada pelo Mesquita, Rodrigues & Névoa e Cª. ao longo dos anos, vemos uma Braga que poderia estar nos píncaros da Europa a níveis turísticos, fazendo uso da sua proximidade aos aeroportos do Porto e Vigo mas que, ao invés disso, se encontra mais no roteiro underground de tal cena ou completamente overground a nível de turismo religioso.
Fica a esperança de que no futuro se possa extrair o potencial de tal cidade brutal.