Arquivo da Categoria ‘Braga’

Braga jovem

Sábado, 7 de Janeiro, 2012

Gostei de ler o artigo da P3 sobre Braga e particularmente a forma bastante positiva como retrata a cidade. Aliás, em certos momentos exageram nesse retrato cor-de-rosa, fazendo da coisa algo mais do que é. Mas equilibra de certa forma o artigo com a cobertura do facto triste (e gritante!) do desapego da comunidade académica com o centro da cidade, dada a distância física que separa os dois polos maiores da cidade. E tanto a cidade como os estudantes perdem muito com isso.

De qualquer das formas, antes de ter ido viver para Braga, sempre ouvi dizer que era ‘a melhor cidade de Portugal’. Não o será, com certeza. Mas será certamente uma delas.

*A autoria de foto é-me desconhecida, infelizmente.

Back in time

Domingo, 3 de Abril, 2011

Estou a estudar pela primeira vez desde que acabei o curso em Braga há uns anos. Tenho um exame de um curso de Project Management nos próximos dias e tem sido uma luta interior incrível para conseguir voltar a sentar-me a uma mesa e entrar novamente naquele processo de estudo que um dia consegui optimizar. Tenho conseguido resistir à chamada responsabilidade ou peso na consciência, sentimento fulcral para ter sequer conseguido empenhar-me em acabar o curso em anos passados (o tal ‘click’ que nos dá depois de vividos aqueles anos todos da universidade da vida). Mas visto que o dia do exame está aí à porta, outro argumento começa a ganhar peso, e esse nunca falha: a pressão. E assim cedi. Sentei-me à mesa, abri os livros e depois destes anos todos, voltei a colocar Carlos Bica como companheiro de fundo. E eis que, num ápice monumental, voltei a estar em Braga envolto das análises, termodinâmicas e tratamento de afluentes e efluentes líquidos. É incrível como eu pensava que esta sensação estivesse tão recalcada que jamais a voltaria a sentir. Mas como estava enganado. Bastaram para tal 5 minutos nesta nova aventura. E nunca mais chega a hora do chá da meia noite com o Abel e o Hélder na cozinha. Porra.

Bracara Augusta

Segunda-feira, 22 de Novembro, 2010

É com alegria que leio notícias positivas sobre Braga, como a do Público de ontem – ‘Braga discute o que fazer com a herança romana’. Se por um lado a referência negativa a mais uma das dezenas e dezenas de espaços comerciais existentes na região sem quaisquer pingos de originalidade, por a riqueza Romana da cidade de Bracara Augusta que, para além do referido exemplo citado no artigo das Frigideiras Do Cantinho, onde não se consegue fugir à ruínas Romanas quando se lá vai para buscar uma das fantásticas chamuças, o resto encontra-se sempre mais escondido e menos acessível. Só para citar um exemplo, para se ver as ruínas dos balneares Romanos descobertas aquando da construção da nova estação de comboios, tem-se de descer até à garagem, sem indicações demais nos pisos superiores da existência de tal monumento.

Anyway, as ruínas Romanas são apenas um dos vários (muitos!) exemplos onde Braga teria e tem um potencial nunca aproveitado. A isto, se juntarmos a política do betão e desorganização urbana total providenciada pelo Mesquita, Rodrigues & Névoa e Cª. ao longo dos anos, vemos uma Braga que poderia estar nos píncaros da Europa a níveis turísticos, fazendo uso da sua proximidade aos aeroportos do Porto e Vigo mas que, ao invés disso, se encontra mais no roteiro underground de tal cena ou completamente overground a nível de turismo religioso.

Fica a esperança de que no futuro se possa extrair o potencial de tal cidade brutal.

A rodar durante o fds todo. Todinho.

Sexta-feira, 15 de Outubro, 2010

No sentido figurado, literal, lateral, frontal, a jeito, de penalti, a golo e de todas as outras formas.

Bracara Augusta

Segunda-feira, 11 de Outubro, 2010

Esta semana vou a Braga beber uma.

 

Porra, que bem me sabe escrever esta frase.

Faça-se silêncio ou muito barulho

Sexta-feira, 16 de Julho, 2010

Estúdio 2 da Rádio Universitária do Minho (que me acompanhou durante muitas madrugadas de muita noite Bracarense). Uns montam museus de colectividades desportivas ou estúdios de música por casa. Eu cá optarei por reproduzir um estúdio destes um dia num qualquer sótão ou cave, quem sabe.

An ode to Zé das Bifanas

Sexta-feira, 26 de Fevereiro, 2010

Este homem é um senhor. Aliás, este homem é um cavalo de corrida. Não faz as melhores bifanas do mundo (essas são de um sítio que cá sei, eh eh), mas nunca comi pastilhas avulso tão boas. E àquela hora, as bifanas do Zé valem ouro. Não há momento algum em que os UHF ou os Xutos e Pontapés caiam melhor no ouvido do que nas altas horas de madrugada, acompanhado pelo cantar singular do Zé, no pit-stop final antes do descanso do guerreiro ali junto às piscinas da Rodovia, depois de uma louca noite Bracarense.

Há ex-líbris e ex-líbris. Este canta e cozinha. Querem melhor?

Quoting MEC – Ser de Braga, é assim mesmo

Sexta-feira, 16 de Outubro, 2009

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«Braga é fantástico. Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que
deveria mandar neste país. Veio do Sporting de Braga o treinador que
está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de
Braga está em primeiro lugar.
Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os
portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do
Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito
que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de
Braga.
Toda a gente tem medo – e com razão – do Sporting de Braga. Há a mania
de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são
amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias.
O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas.
É por ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma
atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.
A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma
cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado.
Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou
desejos de impressionar.
A primeira impressão foi a modernidade de Braga – pareceu-me Portugal,
mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais
provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem
mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.
Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é
(mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português.
Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.
Lisboa e Porto digladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição
uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra – que é outra cidade
feliz de Portugal – também é muito gira, mas não tem o poderio e a
prosperidade de Braga.
(mais…)

M(i)au

Quarta-feira, 13 de Maio, 2009

Desfile do Enterro da Gata

O que eu queria mesmo, mesmo, era estar a Enterrá-la.

Lets rock!

Terça-feira, 12 de Maio, 2009

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Inspirado pelo final da década de ’90 e início de ’00, em locais Bracarenses como o B.A., o Irish Shamrock Bar, a tenda de Rock do Enterro da Gata e o Insólito, o próximo Plutão Anão será uma autêntica sessão onde o rock, do bom e do menos bom, marcará presença em comunhão com muito pouca palavra. Acordes que definem o DNA daqueles que foram os melhores anos da vida deste burguês. Soa a egocentrismo, bem sei! Mas se saíam de casa no intervalo de tempo que defini na primeira frase deste post, em Braga ou qualquer outra cidade Portuguesa, então preparem os vossos 1.21 Gigawatts. Esta será, também para vocês, uma viagem no tempo.

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*Logótipo do programa #15 inspirado num dos primeiros logótipos do Bar Insólito (clicar logo para visualizar)

Na ordem do dia

Sexta-feira, 20 de Março, 2009

cervejaria sagres

Está na ordem do dia um sabor de uma ceveja Sagres, servido numa caneca de alumínio, fresca desde do momento em que entra em contacto com a torneira de imperial, até ao gol final. Está na ordem do dia o sabor de uma boa francesinha (que para ser boa, não precisa de ser do Porto) ou de uma bela costoleta de carna Mirandesa, tendo como som de fundo o Benfica-Sporting da final da Taça da Liga e tendo como som da frente, os meus amigos. Tudo isto, na melhor cervejaria de Braga. Isso é que era.

Censura a nu

Terça-feira, 24 de Fevereiro, 2009

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Que se reproduza infinitamente por Portugal fora este quadro, ou seja, aquilo a que a PSP considera de pornografia e que a levou a apreender exemplares de livros que continham este trabalho do pintor Belga, Gustave Courbet (exposto em Paris no Museu D’Orsay), numa feira do livro em Braga (incidente que se junta ao episódio, tambem ele grave, do Magalhães em Torres Vedras). É grave, preocupante e ridículo este tipo de censura e falso moralismo das nossas autoridades. A exigir um sério debate sobre o assunto.


Adenda: discute-se pela blogosfera o facto de o acto da Polícia ter apreendido os livros não significar que tenha considerado o material como pornográfico, mas sim porque a léi assim o obriga a fazer. Se é de facto assim ou não, não sei. Desconheço a léi. Mas sei que em casos como este, deve imperar sempre o bom senso e se um agente é confrontado com uma denúncia destas, deverá usar sempre a razoabilidade como argumento maior e não levar a avante tal apreensão, visto que se trata claramente da reprodução de uma peça de arte. Seja famosa ou não. O que aquilo jamais poderia ser considerado era pornografia, gratuita ou não, tal qual não é pornografia um cartaz da Triumph com a menina Cláudia Vieira (bem) despida, por exemplo. Mais grave, talvez, que a própria apreensão por parte da PSP, é saber que existem Portugueses neste seculo XXI que ainda vivem num mundo cinzento e de horizontes limitados. Vivem em Portugal.