O primo, um entre imensos – mas mesmo primo, levou a cabo um projecto pessoal do qual, sem antes de o ver e mesmo sem ter de o ver, me orgulho bastante. O filme, intitulado ‘depois liga pra cá’ pode até vir a ser tecnicamente pouco dotado, ou silenciosamente demasiado à-cinema-português. Ou pelo contrário: pode ser uma obra prima, daquelas projecções que nos marcam e nos acompanham para o resto dos nossos tempos. Seja uma merda ou seja o melhor do mundo, pouco me importa. Porque, como dizia em cima, orgulho-me bastante deste seu projecto. Porque me orgulho de conhecer alguém que, bem ou mal, levanta o rabo da cadeira e faz. Cria. Produz. E partilha. E vai partilhar, no 359º dia deste ano. Infelizmente não poderei estarei lá fisicamente, mas o espírito, esse já lá está a beber os aperitivos de entrada à espera que o filme comece a rolar.
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‘depois liga pra cá’ – teaser
Quinta-feira, 15 de Dezembro, 2011Patimónio da UNESCO
Segunda-feira, 5 de Dezembro, 2011iPSILON
Quarta-feira, 30 de Novembro, 2011Fiquei bastante contente com a notícia de que o suplemento cultural do Público, Ípsilon, passaria a ser disponibilizado de forma avulsa através da plataforma do ipad (plataforma Android para breve). Como Português residente fora do país, tem-me sido bastante difícil ao longo destes últimos quatro anos acompanhar de perto a cultura Portuguesa. Ou porque ela simplesmente não existe para os meios de comunicação Britânicos (ainda não ouvi ou li uma única referência à candidatura de sucesso do Fado a património imaterial da UNESCO sem procurar muito por ele, por exemplo), ou porque a informação que existe na net está demasiada dispersa ou nunca vai ao desejado pormenor ou qualidade.
Assim sendo, passando a ter a possibilidade de poder ler o ‘Ípsilon’ de ponta-a-ponta, as vezes que me apetecer, estando em qualquer ponto do mundo, pareceu-me óptimo. E tendo já lido duas das três edições lançadas esta sexta-feira passada de forma gratuita, tenho a dizer que o resultado é bastante positivo e que o formato está bastante intuitivo, com uns add-ons (inatos e limitados naturalmente a edições digitais) que, em alguns casos, se traduzem em grandes mais-valias em relação à edição física.
Jamais defenderei uma edição digital acima de uma edição física precedente, seja do que for. Mas na impossibilidade de poder aceder a esses centímetros quadrados de papel, os centímetros quadrados de pixeis servem-me muitíssimo bem.
OK, lets try and kick-start this shit
Domingo, 23 de Outubro, 2011Ora, cá vai uma dose de inspiração, via tip de Tiago Gonçalves. Download gratuito de um filme que me deu vontade de saltar para a frente de um teclado, para ao lado da mesa de mistura, para trás de um instrumento de cordas e de pegar na máquina fotográfica nova (que sabe mais do que eu). Step 1 concluded.
Há festa, há festa
Sábado, 6 de Agosto, 2011… na minha aldeia. Damn, que hoje umas mins e um borregozinho vinham mesmo a calhar.
Filatelia Rock
Quinta-feira, 14 de Janeiro, 2010A Royal Mail – os correios cá do burgo – decidiu lançar esta semana uma colecção especial de selos: dez das mais importante e famosas capas de álbuns de rock Britânicos (apadrinhado pelo Mr. Led Zeppelin himself, Jimmy Page). Lançamentos de edições de selos não é algo que me faça subir o ritmo cardíaco. Nem de perto, nem de longe. Mas neste caso acabou por me captar a atenção por razões óbvias. Embora não tencione minimamente virar adepto da filatelia.
Mas porque alguns dos álbuns representados são de facto peças de arte, tanto sonoros como visuais, decidi adquirir os meus próprios (e primeiros) selos. Existem à venda nas variadíssimas formas – a vulso ou em edições especiais. Eu acabei por comprar uma edição que contem todos os selos e uma entrevista do editor da revista Mojo, Phil Alexander, ao eterno criador das capas dos álbuns dos Pink Floyd, Storm Thorgerson. Nesta conversa analisam o tema de Album Cover Design, algo que cada vez ganha maior importância dado o definhar do álbum como objecto físico.
É de louvar pois então esta iniciativa da Royal Mail, dando à música a importância que ela deveria ter. Num país onde a lei diz que as únicas figuras humanas vivas a poderem estar representados em selos são da Família Real, o facto de David Bowie e Paul Simonon aparecerem nesta edição, criando duas excepções à regra num país rígido em relação a legislação, só vem reforçar a importância que este país confere ao rock.
E já agora, fica o desafio de conseguirem nomear os dez álbuns editados em selo. A resposta vem na página dois deste post.
Ora, vamos lá então calçar a bela da luva de manuseamento de selos, eh eh.
A Ver
Quinta-feira, 13 de Agosto, 2009É com algum orgulho que anuncio, a par de variadíssimos outros meios, a primeira exposição fotográfica do meu primo Tiago (o do Favacal). Para os emigras e migras, quando estiverem por passagem pela Cidade Pequena, não percam esta exposição que, a fazer valer pelos trabalhos apresentados nos últimos anos blogosfera fora, promete valer a visita. Se quiserem um preview do que por lá poderão encontrar, dêem um espreitadela ao blog Favacal e por lá pesquisem o imenso arquivo fotográfico do Tiago.
Ah, é verdade, e garantido estará também a presença de bom som para o ambiente (e nunca de ambiente) da galeria, com selo de aprovação Plutão Anão, se assim quiserem, eh eh.
O evento no Facebook está por aqui. Vemo-nos por lá. Parabéns Tiago.
Fête de la musique
Sexta-feira, 20 de Junho, 2008
Le 21 juin prochain c’est la Fête de la Musique ! Les rues, les terrasses de cafés et places de votre ville vont accueillir de nombreux chanteurs, groupes et orchestres. Qu’ils soient amateurs ou professionnels, pour la fête de la musique ils envahissent les rues pour partager leur passion et faire bouger la ville au rythme de leur musique.
Ora, deixa cá ver se percebo. Centenas de concertos gratuitos por todos os cantos a descoberto de Paris, fim de tarde/noite de sábado, milhares de pessoas espalhadas pelas ruas e praças, vinho do bom, cerveja fresca e previsão de bom tempo? Bom, lá terá de ser. Viva a festa da música.
L’accordéon (e o acordo, também)
Terça-feira, 15 de Abril, 2008Inspirado por este post do Ricardo, pus-me a pensar na forma oposta como o acordeão é encarado em Portugal e França. No primeiro, o instrumento é associado ao foleiro, fruto da música popular portuguesa que é produzida com ele. No segundo, o acordeão é encarado como um instrumento de música charmoso, belo e inspirador, fruto também da música popular (e não só) que é produzido por cá com ele, tal como muitas das canções de Yann Tiersen, por exemplo.
Será fruto de preconceito? Não creio. Será do afamado complexo de inferioridade Português? Também não acredito. Trata-se simplesmente de uma questão de gosto musical. Senti-me tentado a escrever a palavra qualidade em vez de gosto, mas tal termo carece de objectividade no caso das artes e como tal, decidi não usá-la. Mas na verdade, e objectividades à parte, de certeza que 9 em cada 10 pessoas, fossem de que nacionalidade fossem, escolheriam o disco da banda sonora do Fabuloso Destino de Amélie a um disco do Rancho Folclórico de Freixo de Espada à Cinta, após a audição de ambas.
O mesmo instrumento musical e duas imagens/perspectivas totalmente opostas. Viva a variedade cultural.
Photo credit: DriK@ Flickr
Conversa no tanque…
Sexta-feira, 19 de Outubro, 2007Parabéns, Velha!
Domingo, 14 de Outubro, 2007
3 anos de muita cultura, cerveja e (cascas de) amendoins. Quando for grande, quero ter um estaleiro cultural assim. Venham muitos mais aniversários para celebrar.Apóstrofo’s
Terça-feira, 25 de Setembro, 2007
Irrita-me o abuso indevido de apóstrofes que actualmente acontece no nosso país, nomeadamente no nome das milhentas pequenas ou médias empresas (e não só) que existem por aí. Dado o processo de globalização que o nosso mundo sofre, tornam-se cada vez mais frequente os estrangeirismos empregues na nossa língua. Pessoalmente, não tenho nada contra. Quando feitos correctamente. Mas isso é algo que em Portugal raramente acontece.
Um exemplo crasso de estrangeirismos mal feitos é a utilização indevida do apóstrofo no que se refere ao plural de muitas palavras, sejam elas estrangeiras ou nacionais. Um exemplo:
Ora, das duas uma: ou o dono do respectivo estabelecimento comercial se chama Grelhado e é possuidor de uma Braga e o erro ortográfico está apenas na existência da palavra de (tom irónico, para quem não percebeu) ou então é mais um dos milhares que usam e abusam dos apóstrofos, pensando, porventura, que este singelo sinal gráfico dá uma imagem de modernidade à empresa.
Qualquer tipo de palavra no plural nunca deverá conter um apóstrofo para denotar tal condição.
Num país que se quer virado para a globalização, onde se começa a aprender inglês no ensino básico e onde se exige tanto a nível de nomenclaturas de empresas aquando da realização do processo Empresa na Hora (existe uma lista com os nomes permitidos), mais parece que a maioria tirou um curso de inglês técnico na Independente. Nem mesmo só para Inglês ver.
(picuinhisses, eu sei!)
- Regras da utilização do apóstrofo (Apostrophe Protection Society)





