I’ll be back a.s.a.i.f.l.i.*
Ric Jo | 1 de Julho de 2008
Gonna live for a couple of weeks.

Gonna live for a couple of weeks.
Acabei de perder 4 anos de Bookmarks. Passado o estado de negação e raiva, vem a clareza: não há desculpa melhor para virar a página, limpar a merda a mais e começar de novo. E de qualquer forma, o minimalismo está na moda e está.

Supermercado, cantina, aeroporto, loja, metro e Mc Donalds. Serei a única pessoa do mundo a não ter qualquer jeito para escolher em que fila me ponho? Não acerto uma. Porra.

“Também há demasiadas coisas nos anos 60: um muro em Berlim, uma guerra na Argélia (…), um golpe de Estado em Cuba, quatro ingleses no “Ed Sullivan Show” (e depois os mesmos quatro ingleses no céu com diamantes), um assassinato em Dallas, uma marcha em Washington (e um homem com um sonho, e mais um assassinato), um concílio no Vaticano, um apocalipse no Vietname, uma revolução cultural na China, um cadáver bonito na Bolívia, uma Primavera em Praga, um mês de Maio em Paris, um festival em Woodstock, um protesto em Berkeley, uma mulher na cama (mas na cama com a pílula, e isso mudou tudo), um homem na lua.”
Há aspectos menos positivos em se viver num país laico. O Corpus Christi, mais concretamente a ausência dele, por exemplo, é um deles.

Chegado (finalmente carago!) o calor aqui por estas bandas, se bem que de forma temporária (já aí vem chuva no fds…), as sandálias, os tops, as saias e os óculos de sol saem da obscuridade dos aposentos das meninas e voltam para onde nós gostamos mais que estejam: na rua.
Feita a introdução, passo então ao essencial deste post. Tenho uma teoria relativamente aos óculos de sol à Jacqueline Kennedy Onassis que estão bastante em voga por aí, podendo ser encontrados em cerca de 80% das caras larocas (ou não) que por aí andam mundo fora. E é precisamente na questão do laroca ou não que eu me quero focar.
Tenho uma teoria de que praticamente qualquer menina que esteja escondida por detrás de um par de óculos destes, passará por cara linda. Pudera, os óculos tapam quase 50% da cara e há que admitir que praticamente todos estes pares de óculos possuem uma certa beleza. Vistas as coisas ao longe, o que nos depara pela frente é essencialmente um par de óculos com cabelo. Certo? Pois. Mas vistas as coisas como deve ser, isto é, tirando os óculos da cara de algumas meninas, o verdadeiro artefacto fica exposto e aí, bem, digamos apenas que nem sempre uma maçã vermelhinha por fora (e por falar em vermelhinho, já agora, obrigado Rui pelas sinfonias que orquestraste ao longo dos anos!) é boa malha por dentro. A quem é que nunca aconteceu ver uma menina que de relance parecia agradável à vista, para depois de a observar a retirar o seu par de óculos de sol à Jacqueline Kennedy Onassis, desse um pequeno salto de susto na cadeira da esplanada?

Já fui e já vim. Há aromas e sabores irreproduzíveis e únicos, que nunca se podem tomar em demasia. Assim como convívios que só fazem bem à alma. Mas faltou-me a guitarra. E faltou-me (e continuará sempre a faltar-me) a Gata. Precisava mesmo. Mas que soube a pouco, isso soube.


Já não bastava a minha enorme dificuldade em distinguir a porra da letra ‘O’ do número ‘0′, quando tenho de decifrar as combinações de letras para poder aceder a um download (lol), agora também tenho de aprender a distinguir gatos de cães, cada um mais manhoso que o outro, aquando da infelicidade de se encontrar um download apetitoso no Rapidshare. Perde-se mais tempo a decifrar as imagens do que à espera do download em si! Porra, aquilo sim, deve contribuir para a ida de um número cada vez maior de muito boa gente para Cuba para operações do forro oftalmológico. Puta que pariu.

E por falar em downloads apetitosos, no site das Cansei de Ser Sexy está um bem jeitoso. Trata-se da disponibilização gratuita do primeiro single do segundo álbum das Brasileiras intitulado Donkey, que sai no próximo verão. Chama-se Rat is Dead, é muito fixe, e pode ser sacado legalmente&gratuitamente, aqui.

250€ por uma viagem de uma hora e quarenta e cinco minutos tem tanto de low cost como o PSD de credibilidade. E também neste caso, escasseiam alternativas. What’s a man gonna do? Damn it.
Por aqui é só tiros de pólvora seca.

Há certas coisas que fazem bem à saúde mental. Mesmo a milhares de quilómetros de distância. E galinha esganiçada ou não, teclar contigo é sempre um prazer. Thanks.

Há uma subcultura do mundo da música de dança que eu não domino nada (nem quero dominar). Quando poiso pé naquele planeta, automaticamente me sinto E.T. É caso para dizer: E.T. phone planet rock.
Viva la rock. Keep on rocking in the free world.
Se um pescador pensa mais vezes em automóveis do que em peixe, provavelmente deveria ter ido para piloto. Se um cozinheiro pensa mais vezes em números do que em cozinhar, provavelmente deveria ter ido para contabilista. Se um engenheiro pensa mais vezes em arte do que em engenharia, provavelmente deveria ter ido para artista.
Pois, provavelmente.
Enquanto uns andam a acordar ultimamente ao sabor do sol, vinte-e-não-sei-quantos-graus, outros há que andam a acordar ao sabor da neve. Sim, em plena primavera (prima quê?!). Ora, se as saudades já começam a apertar um pouco, diga-se que esta discrepância (injusta!) de valores centígrados não vem em nada ajudar. Serve o pequeno consolo de ver o pequeno rectângulo parcialmente coberto de nuvens no mapa de meteorologia da CNN desta manhã, eh eh eh. Mesmo assim, e porque a primavera (prima quê?!) ainda não apareceu por cá e eu sei que ela anda a esbanjar raios pelo sudoeste europeu, cinco ruas há que me estão neste momento a tomar conta do pensamento e que teimam em sair: Rua dos Prados, Rua Nova de Sta. Cruz, Rua D. Pedro V, Rua Afonso Gaio e Estrada da Figueirinha. Só há uma coisa a fazer-lhes: a vontade. E assim sendo, porque trabalhar em França é sinónimo de trabalhar num dos melhores países do mundo na perspectiva do trabalhador, claro, para o fim do mês/início do próximo antecipam-se feriados e pontes de uma forma sequenciada. E desde já, vivó Mai 68, pois claro. Depois sim, venha a primavera Parisiense, que se afigura, desde já, bastante prometedora.

Yes. I’m fed up of having people coming in and out of my life.
* ou como a saudade já se instalou e levou a reanimar por instantes algo que dava como morto.
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