Arquivo da Categoria ‘London’

Moving south (of the river)

Sexta-feira, 20 de Janeiro, 2012

Está em  andamento o processo de mudança de casa. Mais de vinte e dois anos depois, o regresso à margem sul do rio concretiza-se. Veados e água acastanhada, eis o que me espera depois do reboliço uber-urbano-e-multicultural dos últimos anos. A viagem rumo a sul, meus amigos, já começou. A terminar em terras Portuguesas, qualquer dia, eheh.

Feita a contextualização, fica aquilo que queria realmente partilhar: até meados de Fevereiro (a pender mais para o final do mês), deixarei de ter acesso a sério à net (i.e. sem ser no telefone), logo o Plutão Anão e afins ficam de molho por algum tempo. Entretanto, aproveitarei a belíssima oportunidade proporcionada para voltar a viver como um cidadão da década de noventa. Escritório / Quarto vago / Estúdio / My own freaking (!!) Room, here I come.

Até breve.

End of The World

Sexta-feira, 8 de Julho, 2011

I must admit, all this talk about ‘The News of The World’ over the past few days has made for entertaining, albeit sickening, news. But it’s not everyday in one’s life the one gets to witness the death of the world’s most successful English-language newspaper. And a newspaper, though ashamed I may be to admit it, that was a constant presence in my life as a kid.

In the same  morbid way we sometimes slow down on the motorway to check-out an accident, I know where I’ll be spending £1 on Sunday.

Early bird catches the ticks

Sexta-feira, 24 de Junho, 2011

Pelo menos valeu o esforço de ter acordado às cinco-e-quarenta-e-cinco da matina. Fui sempre um enoooooorme fã de basketball e volleyball feminino. Pois, pois.

Depois de um Euro, agora uns Jogos Olímpicos. Not too bad. Ainda aguardo por um mundial de bola. Anyway, back to bad.

It’s a volcano, it’s a volcano

Segunda-feira, 23 de Maio, 2011

… já dizia a Feist no belo tema ‘Past In Present‘. E eis que precisamente nos quinze dias que se aproximam, em que tenho 3 x 2 pessoas a fazerem-me uma bela visita por cá, a mãe natureza decide chatear um bocadinho lá para os lados da Islândia e ameaça estragar a festa ao pessoal. O meu amigo Paulo Pires, do Porto (agora a residir na Islândia – facto), já veio à Sky News dar a sua versão dos factos geológicos (na imagem).

Agora, oh Grimsvotn (este pelo menos tem um nome mais fácil de se pronunciar), põe-te lá a andar para este ou oeste, please. Sul é que não.

AFC Wimbledon

Domingo, 22 de Maio, 2011

Tenho e sempre tive um fraquinho pelo Wimbledon FC, dada a distância curta entre a casa onde cresci e o estádio do clube. Depois de atingido o seu auge – uma vitória histórica na FA Cup em 1988, onde venceu o Livepool em Wembley – o clube entrou em administração na viragem do século, tendo depois sido roubado por empresários gulosos para um franchise de futebol em Milton Keynes, a milhas e milhas de distância. Tal injustiça levou a que os adeptos há nove anos formassem (ou fizessem renascer das cinzas o clube) o agora chamado AFC Wimbledon, total e unicamente controlado pelos adeptos. E paulatinamente, foram-se fazendo à vida, tendo conseguido quatro promoções em 9 anos. A quinta promoção aconteceu hoje e trouxe de volta o Wimbledon às competições profissionais da Liga Inglesa. Para o ano, a League 2 (antiga 4ª Divisão) terá mais um clube Londrino nas suas fileiras, apenas uma divisão abaixo dos MK Dons, clube que nem sequer deveria existir. Em perspectiva assim, um duelo verdadeiramente apaixonante nos próximos anos, quando ambos os clubes se encontrarem na mesma divisão.

Well done Dons.

An afternoon well spent

Sábado, 21 de Maio, 2011

Hoje a tarde foi (bem) passada na Independent Label Market, em Soho. Numa aglomeração das editoras independentes mais mais cá do burgo (Bella Union, Domino, Moshi Moshi, Rough Trade e XL, só para enumerar alguns), exposto e para venda estavam inúúúúúúúmeros vinis, CDs e cassetes – uns raros, outros nem tanto – de muita coisa boa. Entre o material todo estavam também cópias autografadas (algumas no local e em pessoa) de álbuns dos Arctic Monkeys, Florence and The Machine, Jarvis Cocker e White Stripes, por exemplo. A dificuldade maior nisto tudo, como sempre, é resistir a tanta tentação boa. É que sem bolsos fundos, a coisa não é fácil.

Na barraca da Domino, enquanto vasculhava o material e pegava num LP dos The Kills, dizia-me a senhora que aquela banda estava a vender muito bem naquele dia e que o manager deles tinha lá passado há minutos atrás e estava muito contente com as vendas. Ou seja, a indústria estava presente em peso e as cabeças das editoras iam sendo entrevistados pelas câmaras de TV (sim, o ‘palhaço’ da segunda foto é boss de uma editora – a Wall of Sound), para a posterioridade. E a boa notícia é que o evento vai passar a ser anual. All in all, very nice indeed.

Reportagem BB6: Indie labels set up stall

Domino Radio

Sábado, 21 de Maio, 2011

A editora Domino vai lançar a partir de 6 de Junho uma rádio (surpreendentemente chamada Domino Radio, duh) for one week only. O prato forte serão os nomes maiores da editora a rodarem discos a semana toda (“Featuring shows by Animal Collective, Hot Chip, The Kills, Franz Ferdinand, No Pain In Pop, Bobby Gillespie, Optimo, Dirty Projectors, Frieze Arts, Robert Wyatt and many others”). Mas o mais bacano de tudo, é que se trata mesmo de uma rádio para além do www, para ser consumida e ouvida nas futuras-redundantes ondas do FM britânico: 87.7FM em Londres. Bring it on.

Domino Radio promo, aqui.

Street Party

Sexta-feira, 29 de Abril, 2011

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Vivós noivos ;)

Festive season gradually kicking in

Sexta-feira, 22 de Abril, 2011

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De hoje a oito, queira dEUS que o tempo esteja como hoje, para bem dos noivos, pois claro.

Son of a gun!

Segunda-feira, 18 de Abril, 2011

Acabei por ser bastante feliz no Record Store Day. Depois de ter madrugado cedo (bastante cedo para um sábado, diria!) e me ter posto a caminho da Rough Trade, dei de frente com uma fila já de tamanho significativo e já só depois de mais de uma hora de waiting time é que consegui entrar dentro da loja. O ‘Hormoaning’, objectivo principal da minha excursão, já estava esgotado, assim como um single dos Radiohead, entre outras preciosidades. As expectativas não eram muitas de conseguir o almejado vinil, daí a desilusão, apesar de existente, não ter sido avassaladora. Acabei por sair de lá, mesmo assim, com um conjunto de raridades com o qual fiquei bastante satisfeito: The Vaccines, ‘Live From London’, Fleet Foxes, ‘Helplessness Blues / Battery Kinzie’ e Arctic Monkeys, ‘Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair’ (todos na foto).

Saindo da Rough Trade, segui viagem a mais uma loja da zona – Intoxica. Lá entrei com a frase inevitável nos lábios, naquilo que já era mais retórico do que outra coisa: “Suponho que já não tenham o ‘Hormoaning’?”. E eis que, quando as esperanças já eram nulas dada a hora tardia para quem anda a caçar raridades, do lado de lá do balcão me vem a sublime frase “We have one more copy left. Go pick up the cover next to the door whilst I get the vinyl”. E assim mesmo, com a última cópia do tão almejado objecto nas mãos, estava feito o meu dia.

I guess you can say I’m a happy lad.

Cheirinho a hormoaning

Sábado, 16 de Abril, 2011

Hoje celebra-se mais um Record Store Day. Este evento vem crescendo de ano para ano (Malibucola na dia do primeiro Record Store Day de sempre – 2008) , e dado a minha felicidade de morar bem perto de várias lojas de discos independentes que se juntam à festa, eis que tenho os ingredientes necessários para um dia cheio de coisa boa. Para além dos concertos gratuitos disponibilizados ao pessoal nas várias lojas aderentes, este ano vê um número exponencialmente mais elevado de lançamentos ou reedições especiais, disponibilizados propositadamente e unicamente para o Record Store Day. O ano passado foi o primeiro single dos Blur em não-se-quantos-anos a fazer furor. Este ano a lista é tão extensa e recheada que nem me atrevo a dar nomes. É tanta a coisa boa e tão poucas as quantidades, que me levantarei da cama não mais tarde que as nove da matina para ver se vou ali abaixo à Rough Trade West tentar apanhar uma cópia da reedição do fantástico (e raríssimo) EP em vinil dos Nirvana, Hormoaning (na imagem). Não será nada fácil e porventura o mais provável será não o conseguir, mas se assim for, entrarão na lista de targets os nomes que constam no meu plan b (taaaanta coisa boa). E se nem isso se conseguir, servirá ao menos de consolo poder ver um concertozinhno ou dois tranquilamente sentado no passeio de Portobello.

Ironia (ou azar)

Sexta-feira, 25 de Março, 2011







Só pode ser brincadeira.