The Times Público
Ric Jo | 9 de Outubro de 2008

Desde que cá estou, ainda não tinha lido o jornal The Times. Mas esta semana, dada a excelente campanha de oferta de grandes álbuns (The Doors, Joy Division, The Jesus and Mary Chain, Echo and the Bunnymen, etc.) que o The Times está a promover, obviamente que não deixei de o comprar. E bastou-me passar os olhos pelas gordas para perceber onde o grande jornal de referência Português, Público, se tinha ido inspirar para o seu make-over de há coisa de mais de um ano atrás, algo confirmado após várias leituras atentas. O alinhamento dos cadernos, as cores, o layout e, o mais gritante de tudo, o grande suplemento do jornal que no caso do The Times se intitula ‘Times2′. Qualquer parecença com o suplemento ‘P2′ do Público não é pura coincidência. Está lá tudo igualzinho. Até a secção cor-de-rosa está lá.
Este episódio fez-me imediatamente pensar nos infinitos formatos televisivos estrangeiros que ano após ano nos entram televisão adentro. Questiono porque razão não somos nós capazes de inovar na área dos media? Porque é que dá a sensação de termos somente versões Portuguesas de produtos estrangeiros? Obviamente, quando se imita algo bom e se consegue manter os mesmos padrões de qualidade do original, é de se louvar. Mas será que não nos conseguimos nunca livrar do complexo de inferioridade que tanto nos caracteriza e provar a nós próprios que por vezes também conseguimos ser originais e sê-lo com elevados padrões de qualidade?
Dica para mudança de banner?
Ric Jo | 17 de Setembro de 2008
Talvez devesse mudar para qualquer coisa do género, talvez.
(Menina Marisa Miller na capa da revista)
Jornalismo?
Ric Jo | 30 de Maio de 2008
Cá de longe, à bom emigra, acompanho o noticiário da RTP em formato streaming no site do canal público. À hora do jantar, vejo o Jornal da Tarde do mesmo dia. À hora do almoço, vejo o Telejornal da noite anterior. E ontem não fugiu à regra.
Como bom Português, tento manter-me a par do que de bom (há algo de bom que se vai passando por esses lados, pergunto-me?) e de mal se vai passando pelo rectângulo. E ontem fiquei extremamente satisfeito e descansado ao minuto 20 do Jornal da Tarde, portanto ainda na secção de notícias com maior destaque, por saber que uma ponte de 350g de esparguete é capaz de aguentar até 50kg de peso. Fabuloso!, pensei. Já está resolvido um dos maiores problemas do país: a falta de dinheiro para a construção de infraestruturas e vias de comunicação. A solução é o esparguete!
Puta que pariu. Como é possível que um noticiário faça reportagem de um assunto destes, em primeiro lugar, e que ainda por cima o coloque na primeira meia hora do noticiário, espaço nobre do mesmo? Se isto é jornalismo de qualidade e essencial, então eu devo ser um canguru.
Esquire: algumas das melhores capas de revista
Ric Jo | 30 de Abril de 2008
Há capas de revista que são autênticas obras de arte. Marcam épocas e gerações e perduram como um registo temporal inapagável. Algumas das melhores capas de revista feitas até hoje pertencem à revista Esquire. Fundada em 1933, esta revista Norte Americana serviu muitas vezes como tela para muitos artistas, tendo o produto dessa experiência resultado em algumas capas que são autênticos símbolos icónicos.
Uma selecção das melhores capas desta revista está agora exposta numa galeria e poderão ser vistas online, aqui.
Mochila às costas
Ric Jo | 26 de Outubro de 2007Porra, que um gajo tem de começar a levar uma mochila para trazer o Público para casa às sextas-feiras.
A magia da rádio
Ric Jo | 17 de Outubro de 2007
Uma das (muitas) magias que a rádio tem, é a de apenas conseguirmos ouvir a voz daquele ou daquela que está do lado de lá, dando desta forma, asas à nossa imaginação. Podemos desenhar uma cara para aquela voz, da mesma forma como podemos desenhar uma paisagem de uma descrição de um acontecimento de um livro, por exemplo. Fica tudo ao critério da nossa imaginação.
Mas é sempre revelador, quando da voz passamos também à imagem. E a última experiência que tive foi com a Ana Mesquita, uma das vozes (em conjunto com o Prof. Júlio Machado Vaz) do programa O Amor é, na Antena 1. Dezenas e dezenas de vezes ouvi a senhora a dissertar acerca da sexualidade. E baseado na sua expressão de voz e, de certo modo, nas características da personalidade que ela foi deixando transparecer, fui construindo uma imagem na minha cabeça da dita senhora.
Acontece que há cerca de duas semanas, enquanto esperava que acabasse o intervalo do Jay Leno ou do Todos Gostam do Raymond, na SIC Mulher, dei de frente com a apresentação de um programa novo na grelha daquele canal intitulado Serralves Fora d’Horas, precisamente apresentado pelos dois radiofonistas d’O Amor é, da Antena 1. Basicamente, fiquei surpreso quando pude associar pela primeira vez uma cara à voz da dita senhora. A conclusão a que cheguei é que não devo ter muito jeito para a coisa, visto que a realidade saiu-me totalmente ao contrário daquilo que eu tinha desenhado na minha mente.
A ideia aqui não é vangloriar a (boa ou má) aparência da senhora, mas antes vangloriar a magia que a Rádio tem e que provoca situações como a que descrevi, por exemplo. De entre os três meios de comunicação tradicionais, é sem dúvida aquele que mais me apaixona.









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