Acabei há pouco de gravar o próximo programa do Plutão Anão, que irá para o ar um pouco mais logo. Até lá, recomendo a visualização do segundo documentário de curta-metragem do Tiago, intitulado de ‘a cabana’, em exibição no youtube. São 11 minutos que nos levam de volta a um cenário do qual estimo muito. Abraçado por pinheiras e azinheiras, ‘a cabana’ serve para memória futura do património natural que aquele canto pequeno de Portugal tem. E em tempos em que aquela zona em particular se vê envolta em mais betão e alcatrão do que nunca, é sempre reconfortante simplificar a equação e retornar simplesmente à caruma que teima em cair em cima do telhado d’a cabana’. E parafraseando o João (protagonista do filme), ‘não há melhor jardim botânico que esse’. A verdade é mesmo essa.
Por incrível que pareça, em trinta e dois anos nunca lá tinha metido os pés. Quando finalmente o fiz, foi exactamente de acordo às minhas expectativas. E por lá encontrei todas aquelas ilustres figuras, que já fazem parte da mobília da cidade pequena.
Os sabores, cheiros & sons do Manel Raul, que se ainda hoje servisse por de trás do balcão teria sido recém-coroado de bis-avô (vide post abaixo), só se captam na sua essência indo mesmo lá – é certo. Mas o cachecol do Glorioso, esse sim foi captado. E jamais poderia falhar. Especialmente naquela noite.
Recebi estas duas imagens relativos a um stencil colocado em Ourém há dias, relacionado com o antigo depósito da água deitado abaixo pelo anterior executivo. É com bastante agrado que assisto à existência de street-art pela cidade pequena, por mais pequeno que seja. Amanhã à tarde já lá irei dar uma espreitadela, ao sabor dos raios solares.
com um determinado álbum, que nos transporta a determinado lugar – bem distante daqui. Uma epreitadela a aparecer, dentro de umas horas (em sessão privada, pois claro). Do interesse de todos os meus jograis companheiros.
Aquele bafo quente de verão que ainda não tinha sentido. Aquele cheiro a pinheiro bravo e manso a dominar-me os sentidos. Aquelas estrelas em fundo negro aos quais os meus olhos ainda não lhes tinham sido postos em cima. E o vinil finalmente e novamente a rodar enquanto escrevo. Yep, I’m definitely home.
Acabei de chegar a casa todo roto, depois de um fds longo em alta-rotação. Não se é suposta sair de um fds mais cansado do que se entrou, but there you go. Fá-lo-ia todinho novamente. Um dos highlights foi a tarde de sábado, passado à boa maneira inglesa e em comunhão com a noite de sábado tipicamente portuguesa. O resultado só podia ser aquele que foi: explosivo, eheh. Agradeço pessoalmente àqueles que fizerem a viagem até ao Nº25, especialmente ao brother Abel, que percorreu tanto quilómetro só para levar um beijo meu ;) Não podia também deixar de destacar as fotos fantásticas tiradas naquela tarde pelo meu amigo Paulo Henriques. Ele já as tornou públicas, portanto partilho aqui o link para a galeria no seu novo e belo site (recomendo uma visita). Bela recordação proporcionado pelo Photoman. Many thanks!
Right, back to bed and back to real life in the big city.
Esta época do ano é sobre estar com aqueles com quem queremos estar e partilhar com esses mesmos aquilo que mais gostamos de partilhar. Quis a curiosidade que precisamente no dia de Natal deste ano, eu mais os meus dois camaradas de sempre pudéssemos oferecer aquilo que mais gostamos aos nossos amigos. Se a prenda envenenada da faringite não me estragar o esquema, lá estaremos na noite do 25 a partilhar emoções. Que todos tenham a mesma oportunidade de partilhar este fim de semana aquilo que mais gostam.
Serve o consolo de que ao voltar a ter que conduzir do lado direito da estrada e com o volante ao contrário depois de vários meses, os buracos nas estradas de cá do burgo continuarem exactamente no mesmo sítio, transformando o exercício da re-familiaridade na estrada bastante mais fácil.