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Ric Jo | 10 de Junho de 2008

De maneira a marcar o dia de Portugal, fica o álbum que hoje esteve a rodar no meu ipod pelos túneis e ruas Parisienses, envolto (finalmente) pelo calor que tanto faz recordar o sudoeste europeu. Este Resistência ao Vivo no Armazém 22, de 1993 ajuda a marcar um projecto/supergrupo da música Portuguesa que teve a virtude de trazer o trabalho, porventura pouco conhecido ou pouco acessível, de grandes nomes nacionais para o mainstream de uma forma bem executada neste registo, na minha opinião. Com um catálogo de canções dos Trovante, Sitiados, Heróis do Mar, Zeca Afonso, António Variações, Delfins (old school), Xutos e Pontapés, entre outros, é neste álbum que pego de cada vez que quero re-ouvir um som verdadeiramente Português. Bom feriado, macacos.

“No meu quarto fico longe. No meu quarto, estou tão perto.”

Download do álbum Resistência ao Vivo no Armazém 22

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Portugal, Som
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Banho de Bola!!

Ric Jo | 7 de Junho de 2008

É a primeira vez que sigo Portugal numa competição final vivendo no estrangeiro. E hoje, para viver o verdadeiro cliché Francês, cá estou eu de quinas ao peito em pleno Paris. E com orgulho! Demos banho de bola e o pessoal do L’Equipe TV (canal Francês da especialidade) elogiaram a equipa de Portugal como poucas vezes vi alguém o fazer (leia-se alguém que não jornalistas do pequeno rectângulo, pois claro). O que para um Português em França (lá está o cliché novamente…), é muito, muito bom. E pelo (falta de) barulho que senti no meu prédio, devo ser mesmo o único Português a berrar bem alto… lol. Até pus um gajo do Líbano a torcer por Portugal ;) Hoje jogamos como poucas vezes o vi (vimos). E tive orgulho no banho de bola que demos. Vamos lá então continuar com a mesma bitola, pois poder celebrar nas Champs Élysées com a camisola das quinas é algo com que nunca sonhei, mas não me importaria nada de fazer! ;)

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Desporto, Portugal
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Jigsaw falling into place

Ric Jo | 13 de Maio de 2008

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Já fui e já vim. Há aromas e sabores irreproduzíveis e únicos, que nunca se podem tomar em demasia. Assim como convívios que só fazem bem à alma. Mas faltou-me a guitarra. E faltou-me (e continuará sempre a faltar-me) a Gata. Precisava mesmo. Mas que soube a pouco, isso soube.

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Let the seasons begin

Ric Jo | 1 de Maio de 2008

airplane.gif

“

As did I,
we drink to die,

we drink tonight

”

Elephant Gun, Beirut
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L’accordéon (e o acordo, também)

Ric Jo | 15 de Abril de 2008

2350621910_15acb5bd6c_b.jpg

Inspirado por este post do Ricardo, pus-me a pensar na forma oposta como o acordeão é encarado em Portugal e França. No primeiro, o instrumento é associado ao foleiro, fruto da música popular portuguesa que é produzida com ele. No segundo, o acordeão é encarado como um instrumento de música charmoso, belo e inspirador, fruto também da música popular (e não só) que é produzido por cá com ele, tal como muitas das canções de Yann Tiersen, por exemplo.

Será fruto de preconceito? Não creio. Será do afamado complexo de inferioridade Português? Também não acredito. Trata-se simplesmente de uma questão de gosto musical. Senti-me tentado a escrever a palavra qualidade em vez de gosto, mas tal termo carece de objectividade no caso das artes e como tal, decidi não usá-la. Mas na verdade, e objectividades à parte, de certeza que 9 em cada 10 pessoas, fossem de que nacionalidade fossem, escolheriam o disco da banda sonora do Fabuloso Destino de Amélie a um disco do Rancho Folclórico de Freixo de Espada à Cinta, após a audição de ambas.

O mesmo instrumento musical e duas imagens/perspectivas totalmente opostas. Viva a variedade cultural.

Photo credit: DriK@ Flickr
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O verdadeiro bimbo

Ric Jo | 14 de Abril de 2008

Uma das várias formas de bimbo é aquele que anda com um autocolante da Pioneer no carro e a ouvir o Scooter em alto som, fazendo uso dos milhões de decibéis que tem instalado na bagageira. Mas atenção, o verdadeiro bimbo é aquele que tem este autocolante da Pioneer no vidro de trás do maquinão:

pioneer.gif

Não confundir com a empresa de equipamentos de som. O verdadeiro bimbo curte é o que usa no seu ofício.

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Portugal
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Maio maduro maio

Ric Jo | 7 de Abril de 2008

Acordar desta manhã em Paris

Enquanto uns andam a acordar ultimamente ao sabor do sol, vinte-e-não-sei-quantos-graus, outros há que andam a acordar ao sabor da neve. Sim, em plena primavera (prima quê?!). Ora, se as saudades já começam a apertar um pouco, diga-se que esta discrepância (injusta!) de valores centígrados não vem em nada ajudar. Serve o pequeno consolo de ver o pequeno rectângulo parcialmente coberto de nuvens no mapa de meteorologia da CNN desta manhã, eh eh eh. Mesmo assim, e porque a primavera (prima quê?!) ainda não apareceu por cá e eu sei que ela anda a esbanjar raios pelo sudoeste europeu, cinco ruas há que me estão neste momento a tomar conta do pensamento e que teimam em sair: Rua dos Prados, Rua Nova de Sta. Cruz, Rua D. Pedro V, Rua Afonso Gaio e Estrada da Figueirinha. Só há uma coisa a fazer-lhes: a vontade. E assim sendo, porque trabalhar em França é sinónimo de trabalhar num dos melhores países do mundo na perspectiva do trabalhador, claro, para o fim do mês/início do próximo antecipam-se feriados e pontes de uma forma sequenciada. E desde já, vivó Mai 68, pois claro. Depois sim, venha a primavera Parisiense, que se afigura, desde já, bastante prometedora.

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Mais vale tarde do que nunca

Ric Jo | 3 de Abril de 2008

Apesar de já ser dia 3 de Abril, cá fica o verdadeiro conjunto de mentiras do primeiro de Abril deste ano. Muito me apraz ver a serenidade com que Mariano Gago encara a realidade de que a larga maioria dos recém Licenciados e Licenciados de Portugal são empregados maioritariamente no ramo do comércio e hotelaria, i.e. shoppings:

“É verdade que muitas vezes, e muitos jovens sentem isso, o primeiro emprego não é aquele que gostariam de ter”, ressalvou, frisando logo de seguida que, “ao fim de um ano de saídas do ensino superior”, não existe “ninguém desempregado”. , in Publico, 3 Abril 2008

Então o título de um estudo internacional que hoje foi publicado, é mesmo para rir:

“Portugal é dos países onde é mais vantajoso tirar um curso”, in Publico, 3 Abril 2008

Parece-me a mim, claramente, que estes Ministros e alguns Deputados vivem confinados no seu mundo, dentro das paredes dos seus gabinetes e do hemiciclo, não conhecendo a realidade do país que gerem. E assim sendo, nunca sairemos da cepa torta. E se alguém tiver que sair verdadeiramente de algum lado, teremos de ser nos jovens, isso sim, a sair do país à procura de quem nos dê oportunidades noutros lados.

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“Portugal esta a ficar rasca!”

Ric Jo | 28 de Março de 2008

“ Termino dizendo que nunca vi ou ouvi falar de uma aluna tao malcriada como esta nos EUA. Portugal esta a ficar rasca! ”

Um professor nos Estados Unidos, in Publico Online, 28 Março 2008

Quem leia esta afirmação de um professor nos Estados Unidos e não conheça a realidade, pensa que Portugal esta mesmo envolto em grandes problemas de forro educacional. Para os Estados Unidos nunca terem assistido a este nivel de acto de malcriadez nas suas escolas, diria mesmo que Portugal estaria numa profunda crise educacional e social do qual dificilmente sairia.

Mas vejamos então as frases que precederam esta no comentario do tal Professor nos Estados Unidos:

“Eu sou professor nos EUA. Em caso nenhum tocaria num aluno ou em algo que pertence a um aluno sem pedir autorizacao a esse aluno. Quando o TM toca, eu digo ao aluno que nao e permitido ter TM na sala de aula. Se o aluno nao desligasse o TM eu nunca, mas em caso algum, tiraria o TM do aluno. Porque? Porque um aluno que quebra uma regra pode quebrar outras, o significa que se tiver uma arma me pode dar um tiro. Quantos alunos tem armas de fogo nas salas de aula? Eu nao sei o total, mas sei que sao muitos. Actualmente existe discussao nos parlamentos de 13 Estados de propostas de lei que permitem os alunos ter armas de fogo nas salas de aulas de universidades. Com armas na sala de aula nao e recomendavel actuacoes como a desta professora. Eu chamava a seguranca. Se nao houvesse seguranca terminava a aula (…).”

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Manifestação dos professores

Ric Jo | 9 de Março de 2008

Manifestacao dos professores em Lisboa

Não me vou alongar muito sobre as razões ou a falta de delas para a manifestação que hoje decorreu em Lisboa. Mas, aqui de longe e um pouco limitado em termos de dados concretos, antes de mais, pareceu-me um pouco exagerado a cobertura e alarido que se deu a este evento. É certo que reuniram o maior número de sempre de pessoas numa manifestação da educação. E até poderão ter razão em algumas das reivindicações que fazem, mas caramba, não se trata de um caso de vida ou de morte.

Antes de mais, o episódio dos polícias se dirigirem às escolas, inclusivamente à da Cidade Pequena, pareceu-me claramente uma tentativa de recolha de dados numéricos para melhor organização logística por parte das forças de autoridade. Ok, era escusado terem ido pessoalmente às escolas. Poderiam, de facto, ter pedido a informação via telefone. Mas se eu estivesse à frente das operações de segurança, tentaria igualmente inteirar-me da forma mais fiável acerca do número de pessoas que iriam estar presentes. Se, de facto, houve algum caso em que tenham pedido a identificação das pessoas que iriam participar na manifestação, aí sim, trata-se de um caso de intimidação. Mas nem esse acontecimento foi confirmado, havendo duas versões diferentes da história. E depois, ou o Governo tem pessoas muito limitadas à frente do seu destino em termos de imagem e rumo, ou a ideia de sequer se tentar um intimidação nesta altura do campeonato, com a enorme mediatização que este caso tem, seria um autêntico suicídio político. Para além de ser uma violação aos direitos fundamentais da nossa democracia, claro. Portanto, a meu ver, tratou-se apenas de um acto logístico. Mas essa é apenas a minha opinião.

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Olhá bela da concessão

Ric Jo | 16 de Novembro de 2007
Acho todo este processo da concessão das estradas nacionais à recém-criada Sociedade Anónima das Estradas de Portugal por 75 anos (ai que isto dava pano para mangas!), envolto de muitas nuvens de fumo, uma brutal falta de honestidade e transparência por parte do Governo. Não há dúvidas de que o processo de privatização da empresa já começou. Juntando a isto o facto de o Governo ter vindo hoje a público admitir que grandes empresas nacionais há, sobretudo na área da construção, que fazem fraude fiscal, mais o neverending story do futuro aeroporto internacional de Lisboa e o futuro traçado da linha do tgv… Bem… digamos que dizer que estou com um puta de uma overdose com o caralho do lobby do betão que tanto poder tem neste país é um understatement.
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Mantenha-se à esquerda

Ric Jo | 5 de Novembro de 2007
Não vejo razão para a existência da faixa da direita nas autoestradas nacionais. O Estádio Magalhães Pessoa em Leiria tem mais utilizadores que a faixa da direita da A1.
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Ah puta de vozeirão

Ric Jo | 17 de Outubro de 2007

Marisa, a espalhar o fado por todo o mundo. Até em locais pouco prováveis. Vozeirão de arrepio.

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Recados na RTP

Ric Jo | 10 de Outubro de 2007
Finalmente alguém de dentro e com estatuto decide abrir a boca em relação a tudo que envolve o departamento de informação da RTP e uma suposta relação dúbia desta com o Governo, para além de mexidas no mínimo muito manhosas nos últimos meses na redacção daquela estação. Com esta entrevista à Pública, José Rodrigues dos Santos, figura que particularmente nem aprecio muito, acusa o Governo de interferir na informação da RTP. Verdade ou não, este episódio deveria ser aproveitado para se debater esclarecedora e publicamente toda a relação do Governo com a RTP (concorrência desleal provocada pela atribuição de fundos do Governo à RTP, mesmo tendo esta as suas próprias receitas de publicidade, por exemplo) e desta com os seus funcionários (como a colocação da jornalista Cecília Carmo em funções de menor responsabilidade - foi recambiada para o programa Antena Aberta na RTPN, devida a uma suposta quebra de lealdade - ou a retirada de Carlos Daniel da locução dos jogos da Selecção Nacional, por criticar nestes algumas escolhas de Scolari). Seguem-se “procedimentos legais” por parte da RTP. Será que vamos ter em breve o JRS a apresentar o caderno diário na RTP 2?
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Apóstrofo’s

Ric Jo | 25 de Setembro de 2007
Irrita-me o abuso indevido de apóstrofes que actualmente acontece no nosso país, nomeadamente no nome das milhentas pequenas ou médias empresas (e não só) que existem por aí. Dado o processo de globalização que o nosso mundo sofre, tornam-se cada vez mais frequente os estrangeirismos empregues na nossa língua. Pessoalmente, não tenho nada contra. Quando feitos correctamente. Mas isso é algo que em Portugal raramente acontece.

Um exemplo crasso de estrangeirismos mal feitos é a utilização indevida do apóstrofo no que se refere ao plural de muitas palavras, sejam elas estrangeiras ou nacionais. Um exemplo:

Grelhado’s de Braga

Ora, das duas uma: ou o dono do respectivo estabelecimento comercial se chama Grelhado e é possuidor de uma Braga e o erro ortográfico está apenas na existência da palavra de (tom irónico, para quem não percebeu) ou então é mais um dos milhares que usam e abusam dos apóstrofos, pensando, porventura, que este singelo sinal gráfico dá uma imagem de modernidade à empresa.

Qualquer tipo de palavra no plural nunca deverá conter um apóstrofo para denotar tal condição.

Num país que se quer virado para a globalização, onde se começa a aprender inglês no ensino básico e onde se exige tanto a nível de nomenclaturas de empresas aquando da realização do processo Empresa na Hora (existe uma lista com os nomes permitidos), mais parece que a maioria tirou um curso de inglês técnico na Independente. Nem mesmo só para Inglês ver.

(picuinhisses, eu sei!)

- Regras da utilização do apóstrofo (Apostrophe Protection Society)

- Apóstrofo: Ciberdúvidas da Língua Portuguesa

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Portugal: volto já, em 2008!

Ric Jo | 6 de Julho de 2007
Charan! Eis que de repente a Europa passou a ser a nossa maior preocupação. Eis que o biodiesel passa a ocupar nas nossas mentes um lugar mais destacado que a taxa de desemprego. Nos telejornais pouco ou nada do que se passa no país agora merece destaque. Se não fosse o caso das juntas médicas, até me teria esquecido que Portugal e a política nacional existiam. Seis meses para esquecer que vivemos por cá. Durante os próximos seis meses vivemos na Europa.
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Bebé a bordo, não disparem

Ric Jo | 29 de Junho de 2007
A existência do hábito comum que é o de se colar um autocolante num automóvel que leva um bebé a bordo, como que pedindo para que os condutores tenham mais cuidado com aquele automóvel pelo facto de levar lá uma criança, é de uma morbidez brutal e demonstra quão enraizada está na nossa sociedade a violência na estrada. Tipo, filme de acção onde o hábito de balear pessoas fosse banal: não disparem! Sou inocente!
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Novos tempos, novas necessidades

Ric Jo | 28 de Maio de 2007
Que o país anda em dificuldades económicas e que essas dificuldades tenham repercussão na forma de estar da maioria dos Portugueses, não é de espantar. Que os cafés andem com menos clientela, é normal. Que as gasolineiras não vendam tanta gasolina, é perfeitamente compreensível. De certa forma, todos andamos a apertar o cinto aqui e acolá, tentando amealhar mais uns trocos. Tudo isso eu compreendo. Agora daí até aos arrumadores de automóveis passarem a exigir uma moeda por cada passageiro de um automóvel, ao invés do modus operandi de uma moeda por cada automóvel (o que por si só já é bastante discutível) desculpando-se com a crise económica do país é que não! É preciso ter uma lata…
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Síndrome da Boneca na Caixa

Ric Jo | 21 de Maio de 2007
A imagem de uma boneca fechada dentro da sua caixa e colocada em cima de um armário é uma das imagens mais recorrentes que tenho relativamente às minhas férias de verão de infância, passadas em Portugal. Era algo que via nos quartos de todas as minha primas e algo que eu não conseguia compreender… lol. Qual era a lógica de se oferecer uma boneca a uma criança, se depois ela não podia brincar com ela?! Porque raio se procedia de tal forma?! Até hoje, nunca consegui compreender. Mas à medida que fui crescendo, fui reparando que a sociedade Portuguesa tem esta tendência de não utilizar certos objectos que tenham adquirido, preferindo não lhes dar uso, ao invés de usufruir deles. No caso dos adultos, este Síndrome da Boneca na Caixa toma variadíssimas formas: a cozinha e/ou sala de jantar imaculada, nunca utilizada; o automóvel que só sai da garagem ao Domingo, entre outros. O que me leva a crer que este síndrome vai passando de geração em geração, da infância à idade adulta. Talvez seja por isso que alguns Estádio novinhos em folha do Euro 2004 estão constantemente vazios ou mesmo sem realização de jogos de futebol, como o caso do Estádio do Algarve, por exemplo. A culpa é concerteza do Síndrome da Boneca na Caixa.
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Depois de Índia, Brasil e América (mto resumida/)…

Ric Jo | 23 de Março de 2007

… chegou a vez da Austrália. É tudo nosso! Somos Fomos os maiores.

Thanks Fil.

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