Leiria perde a união*
Ric Jo | 24 de Junho de 2010
Por este lado do Atlântico não é costume assistir-se a este tipo de coisas. Por estes lados, a fidelidade é algo que costuma imperar entre as associações e as suas localidades. Consegue-se sempre ultrapassar os casos pontuais de zanga e até as traições se perdoam. As associações são geralmente a cara mais pública das suas localidades e costuma-se até confundir uma com a outra – veja-se por exemplo o caso dos Lisboetas que só querem ver o Porto a arder e vice-versa.
Mas do lado de lá do Atlântico, na terra de todas as oportunidades, a mesma relação é mais fria e mais racional. Em campeonatos cujas equipas já há muito são meras empresas (algo que a bola só começou a acompanhar há uma década) e onde o objectivo principal (único?) é fazer-se dinheiro, veja-se por exemplo os inúmeros casos na NBA em que as equipas (denominadas precisamente de franchises) não prestam grande legião à cidade e mudam de casa, movidos única e simplesmente por razões financeiras: os Seattle Supersonics mudaram-se em 2008 para Oklahoma, denominando-se desde então de Oklahoma City Thunder. Ou os Vancouver Grizzlies, que em 2001 se mudaram de armas e bagagem para Memphis, passando a chamar-se de Memphis Grizzlies.
Deste lado de cá, são muito poucos os casos em que tais situações se deram. Em Inglaterra, o Wimbledon Football Club em 2004 foi relocalizado (à revelia extrema dos seus adeptos) para Milton Keynes, situando-se a imensas milhas de distância e passando a chamar-se Milton Keynes Dons. Na Áustria, dado o patrocínio e eventual compra do SV Austria Salzburg (os Sportinguistas devem-se lembrar bem deste clube) pela Red Bull, este passou a chamar-se de FC Red Bull Salzburg, mudando de emblema e de cores de equipamentos. Os exemplos nos States são imensos e pela Europa menores, mas chamem-me de romântico ou conservador, são situações que por muito ou poucos que sejam, me desagradam sobremaneira.
Damn girl,
Ric Jo | 9 de Abril de 2010Chatroulette
Ric Jo | 15 de Fevereiro de 2010Que tal ligar a webcam e falar de forma aleatória com qualquer pessoa em qualquer canto do mundo? Parece fácil, mas não é. Pelo menos para introvertidos como eu. Mas possível é. Chama-se Chatroulette e é um serviço muito simples de utilizar. Basta aceder ao site, clicar em Play, aceitar o pedido de acesso do site à nossa webcam e… you’re on air. Levado pelo artigo do The Guardian, decidi experimentar o site no passado sábado à noite. E nos 15 minutos que andei por lá, deu para cruzar caminho com o gajo passado da foto (o de baixo sou eu, apenas com meia cara à vista – fraquinho, bem sei), ver pénis erectos e ver uma rapariga a fazer cunilíngua a outra. Deve-se ter em conta que é o site que escolhe com quem nos ligamos de forma completamente aleatória. Não andei por lá a fazer de tarado à procura daquilo. Lol. Diga-se que me cruzei igualmente com gente perfeitamente normal, uns mais envergonhados que outros. A ideia é estabelecer conversa (escrita ou falada) com o random chat mate que nos calhou em sorte (ou azar).
Vale a pena experimentar pela experiência (passe a redundância) surreal que por vezes o Chatroulette fornece. Mas é mais um passo (dispensável) a caminho da total dependência do computador para tudo. There’s still nothing like the real thing.
Urinol Ocupation Rules
Ric Jo | 25 de Janeiro de 2010Muito se preocupam os Ingleses com aquilo tudo que é só para Inglês ver. No trabalho, apesar da competência ser reconhecida, dá-se igualmente muita demasiada importância ao aspecto de uma pessoa. Ainda há dias debatia com um colega mais velho que não compreendia porque seria necessário vestir-se um fato simplesmente para se enviar um email a informar que as férias que sobram de 2009 têm de ser usadas até Março de 2010. Isto, claro, um simples exemplo em relação aos Recursos Humanos, mas que na prática (a meu ver) se estende a tudo o que são actividades de trabalho em que não se está em contacto com um cliente. Mas adiante.
Preocupados com a minha natureza mais laid back em relação a assuntos do género, os meus amigos do office apressaram-se a emprestar-me um livro de seu nome ‘The Man’s Book’ de Thomas Fink. Eh eh. O intuito seria a leitura do capítulo dos fatos e dos bons costumes para com as senhoras. Lol. Apesar de não ligar nenhuma ao assunto, também não sou avesso às opiniões contrárias e portanto acedi à leitura do livro.
Fuck you
Ric Jo | 20 de Janeiro de 2010Ir ao cinema, tendo alguém que sofre de síndrome de Tourette na sala, é um exercício deveras interessante interessante como o caralho.
William Kamkwamba
Ric Jo | 13 de Janeiro de 2010
Seis minutos absolutamente inspiradores sobre a história do rapaz Africano que sem estudos e conhecimentos técnicos, construiu uma ventoinha eólica para a casa dos seus pais na sua aldeia remota. Mais informação sobre William Kamkwamba, aqui.
Portugal real
Ric Jo | 25 de Novembro de 2009Este minuto e cinquenta e quatro segundos são quanto baste para se demonstrar de forma clara, o quão atrasado, retrógrado, bisbilhoteiro e de mentalidade fechada Portugal é. Tão mau é o facto de a notícia sê-lo na RTP como é a reacção daquela gente do Portugal real.
Smells Like The 90s
Ric Jo | 16 de Novembro de 2009Quoting
Ric Jo | 9 de Outubro de 2009«Fez amigos com facilidade em Berlim?
Sim, mas a grande questão para alguém que está fora do seu país é saber até que ponto essas amizades são profundas. Conheci imensa gente em Berlim, mas os meus grandes amigos, aqueles que vão perdurar, estão aqui, na Noruega. Foi também por isso que tive vontade de regressar. O título do álbum “Declaration Of Depedence” tem também a ver com isso. Percebi que dependia disto: dos meus amigos, destas montanhas, do mar.»
Erlend Oye, vocalista e guitarrista dos ‘Kings of Convenience’, em entrevista ao jornal Ípsilon.
Perícia cerebral
Ric Jo | 17 de Setembro de 2009Hoje vi uma senhora a lavar os dentes enquanto conduzia o seu automóvel. Espuma a sair da boca e tudo. É a famosa multiplicidade simultânea de tarefas do cérebro feminino em plena acção. Pena é esta parecer funcionar à custa de outras partes do cérebro que por consequência param.
Time(s) to learn
Ric Jo | 2 de Julho de 2009Brighton, “praia” (e coloco praia entre aspas, porque ultrapassa-me o conceito de passar um dia inteiro deitado em cima de pedregulhos) de eleição dos Londrinos pela sua proximidade e um misto de bimbos à inglesa (chavs), gente bonita e uma boa noite. Gays, muitos também. E gente inteligente. Passo a explicar. Andava eu há dias por lá à procura da revista ‘Time’ na hora de almoço, quando encontrei (após algum custo) uma loja da especialidade. Entrando, atirei à menina que estava atrás do balcão, “Tem a a revista ‘Time’ ?”. Respondeu-me ela com um “Que revista?”. “‘Time’”, disse-lhe eu. “Oh, ‘The Times’, claro que temos o ‘The Times’!”. “Não me estou a referir ao jornal”, respondi-lhe, “mas sim a uma revista norte americana que se chama ‘Time’”, continuei. E a pobre ficou algo confusa, respondendo de seguida que não a tinham (como se fosse necessária qualquer confirmação depois da curta conversa entretanto acabada) e que teria de ser encomendada propositadamente. Despedi-me com um “Deixe estar”, incrédulo com a ignorância de alguém que não conhece um dos maiores símbolos da imprensa mundial e cujo emprego especifico é precisamente vender esse mesmo produto. Ca’ burra.
Photo credit: Darwinek.
Governo não injecta dinheiro público no BPP
Ric Jo | 10 de Junho de 2009Apesar do provável sabor justificado a injustiça, dado o que aconteceu com o BPN, não haver injecção de dinheiro por parte do Governo no BPP não é, de forma justa, deixar o mercado funcionar? Não se sabe de antemão que quando se deposita dinheiro numa instituição bancária privada corre-se sempre o risco desta falir e se perder o dinheiro?
East or West?
Ric Jo | 20 de Maio de 2009Conversa de hoje, à mesa do almoço:
«Eu: B., como conheceste a tua mulher?
B.: Tinha três opções [i.e. três candidatas a esposas]. Tive um encontro de uma hora com aquela que viria a ser a minha mulher. Conhecemo-nos nesse encontro pela primeira vez. Na semana seguinte, decidimos casar.»
B. é Indiano, de famílias tradicionais Indianas. Mas nasceu e cresceu em Inglaterra, tal como os seus irmãos. Teve uma educação maioritariamente ocidentalizada e por esses valores guiou quase a totalidade da sua vida. Também andou envolvido com diferentes mulheres ao longo da sua juventude, one night stands incluídos. Também é materialista e tem ambições de carreira cooperativista como muitos. Bebe tanto ou mais do que eu. Mas na hora de casar, imperou a tradição e honra Indiana.
Damn, não percebo nada desta merda.
Hipocrisia a nu
Ric Jo | 18 de Maio de 2009Apesar de ser tido como um dos países mais avançados de todos o mundo, a Inglaterra não deixa de ter os seus tristes episódios, tal qual um qualquer país do sul do continente europeu ou até, quiçá, do continente sul-americano. Domingo referi o caso das despesas dos MPs. Agora chegou o ‘momento Gustave Courbet‘ cá do bairro.
Acontece que esta capa do mais recente álbum dos Manic Street Preachers, ‘Journal For Plague Lovers’, vai levar um sleeve (capa) de cor branca em todas as grandes superfícies de supermercado, de forma a tapar a capa original, dada a aparente violência da pintura de Jenny Saville escolhida para capa do álbum. “Poderá ferir a susceptibilidade dos clientes”, defendem os supermercados. É um facto. Mas então e as dezenas de capas de revistas com três ou quatro meninas, praticamente nuas e em poses quase pornográficas, que se encontram lado-a-lado das restantes revistas do forro familiar? Esta gente só pode mesmo ser Nuts.
Sick?
Ric Jo | 13 de Maio de 2009I always thought she was one beautiful murderer (presumably). Glad to find out I’m not the only one.
Já não se fazem como antigamente
Ric Jo | 12 de Maio de 2009The three amigos
Ric Jo | 6 de Maio de 2009Dublin
Ric Jo | 5 de Maio de 2009A única cidade do mundo onde estive em que a casa de banho dos homens tem constantemente mais fila que o das mulheres.
Dublin Street Art
Ric Jo |Dublin não é muito dotado a nível de street art. Tirando na zona de Temple Bar, nada mais se vê para além de grafitis manhosos. Entre as poucas espécies encontradas, a da foto, que faz parte de uma série de várias caixas telefónicas/eléctricas decoradas. Esta, a mais interessante de todas.


















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