Com bolinha (e lubrificante)
Ric Jo | 29 de Julho de 2010
English TV can make for very interesting viewing.
(ou ‘o que apanhei em sessão de zapping às 22:30h de ontem num canal aberto a todos’)

English TV can make for very interesting viewing.
(ou ‘o que apanhei em sessão de zapping às 22:30h de ontem num canal aberto a todos’)
* ou pelo menos não se deveria mexer.
Quando se é pequeno, tudo é perfeito. Quem é grande, maior do que nós, é-o mesmo. Quando queremos andar a mil à hora na bicicleta, fugindo a todos os polícias ou ladrões que nos andam a perseguir, conseguimos sempre fazê-lo. E as televisões passam precisamente os programas que queremos ver, às horas que os queremos ver. Pode-se dizer que quase tudo menos a sopa é perfeito quando somos crianças.
Voltando atrás à temática da televisão que propositadamente meti ali pelo meio como forma de ligação a este parágrafo, todos os desenhos animados que víamos em criança eram sempre os melhores do mundo. Nunca se fazem desenhos animados como antigamente, é a frase que se profere seja ela qual for a geração. Quando calho na infelicidade de ter de partilhar um desenho animado com as várias crianças que tenho na família de hoje em dia, não consigo esconder o sentimento de blasfémia que me vai na alma ao ver os bonecos actuais, sem personalidade e todos eles com o mesmo sentido de humor – demasiado politicamente correcto, i.e., insonso.
Foi então com uma enorme sensação de bajular servilmente (vulgo “cringe”, em Inglês – e esta, hein?) que recebi a notícia de que a Warner Bros. Animation, em conjunto com a Japonesa Studio4ºC (especialista em manga) estavam a trabalhar no regresso da série de animação da década de oitenta, Thundercats, para o ano de 2011, tendo sido publicados inclusivamente um cheiro daquilo que se pode esperar desta nova aparição da série (imagens apresentadas neste artigo).
Não sou adepto da manga, mas nem é o facto de vir a ver a bela da Cheetara, claramente e literalmente a gata mais sensual de sempre do mundo de animação, com traços nipónicos. Simplesmente acredito que as coisas boas nem sempre se deverão tentar repetir e dificilmente se poderão repetir. A máxima “nunca voltar a um lugar onde se foi feliz” é algo em que acredito piamente, e creio que aqui seria melhor deixar as boas memórias que temos na nossa cabeça destes nossos amigos, que de espada em riste davam cabo do canastro de Mumm-Raa, exactamente como estão: na nossa cabeça. O desenho animado original teve o seu lugar e a sua época. Ao trazê-lo para o mundo completamente diferente e mais descartável que é o século XXI, a Warner Bros. Animations corre o risco de fazer diluir todas essas memórias dos Thundercats por entre os milhares de fracas personagens de animação que hoje inundam os infinitos canais de televisão. Ou isso, ou então eu é que sou demasiado conservador no que a desenhos animados concerne. Escolha.
De qualquer forma, terminarei da única forma que se deve terminar um texto sobre o Lion-O e Cª: Thundercats Hoooooooo!
Ler o press-release da Warner Bros. Animations
^Este artigo está a ser replicado algures por aí. Mas ainda não é tempo de desvendar onde. Watch this space.
Florence And The Machine, Alela Diane, Gossip, Muse e Stewart Copeland (The Police), entre outros, todos num só programa. És grande*.
*Talvez demasiado grande, visto assim ter pouco tempo no ar para dedicar a cada um deles. Peca por isso o programa.
« Doug – I guess I’m even hornier than I thought.
Andy – Things with wifey slowing down, ha?
Doug – Oh, it used to be wild! I mean, intense. But… how do you ask the woman that makes your kids lunches, to suck your balls and spread her arse open like a geometry compass? How Andy? How?
Andy – (pausa) … I don´t like this game any more.»
in ‘Weeds’ Episódio 4, 2ª temporada.
Este Doug é oficialmente a minha personagem de sitcom favorita de sempre. Lindo!

Todas as temporadas de uma série potente, pela módica quantia de £10. Ora, venham daí então esses chavs.
Este post no Gawker.com é muito, muito bom. Aconselho-vos a visualização dos três pequenos vídeos que lá são postados sobre momentos menos felizes do pessoal da televisão Norte Americana. Especial destaque para o vídeo ridiculous pratfalls. Vida de pivô/repórter não é fácil. Lol.
Ora aí está um belo serão para o próximo domingo, a partir das 22h. O canal Hollywood vai exibir um grande filme: Snatch. Apenas tive a oportunidade de ver este filme uma única vez, precisamente na altura em que ele esteve em exibição nos cinemas. Entrei à toa sem saber o que esperar e saí absolutamente saciado e deliciado. Desde então passou directamente a uns dos meus filmes favoritos e uma das minhas sessões de cinema mais marcantes, dado o efeito ‘in your face’ que inesperadamente me provocou. Finalmente terei a oportunidade de o rever. Só espero que não me aconteça o mesmo que me acontece actualmente quando revejo esses grandes desenhos animados da minha infância, em que acabo por ficar desiludido com a sua verdadeira qualidade. Espero que este filme não tenha sido apenas fruto da (tenra) idade da altura. Cheira-me que não é.Dada a qualidade fenomenal do programa, e de modo a esclarecer ao Myster quem é o grande Timmy Mallett, cai vai disto:
Suplico-vos para que visualizem o seguinte vídeo. São 3 minutos e pouco do melhor que a TV na década de 80 tinha a oferecer. lolololololol
Para os interessados (interessados?!), podem ver um excerto do concurso da martelada, aqui (vídeo de 1.52 mins).
Quanto ao Mutley, para os pecadores que não conhecem tão estimada figura, cá vai:
Ok. That’s it for UK 80’s TV.
Isto sim, eram desenhos animados.
Claro que ainda falta o Banana Man, os Smurfs, Fraggle Rock, os Thunder Cats, os Care Bears, My Little Pony, As Aventuras do Bocas, o Speedy Gonzales e os M.A.S.K., entre outros.
No dia em que possamos ordenar a programação dos canais genéricos nacionais à nossa maneira (à imagem do TiVo), podendo passar para o horário nobre tudo o que passa de madrugada, por exemplo, teremos dos melhores canais generalistas (em sinal aberto) do mundo. Isto apesar de eu ver muito pouca TV actualmente (precisamente por estar a dormir de madrugada e não me interessar pelo que passa a horas normais). Só de passar os olhos pelos destaques da programação feita por alguns jornais e os respectivos horários de exibição, cheira-me…But who needs terrestrial tv anyway, when we’ve got on line tv?

Não sendo espectador habitual de novelas (nem pouco mais ou menos), enquanto ontem alguém por casa via a novela onde a Maria Rueff participa actualmente (não sei o nome, apenas o canal: SIC), dei uma vista de olhos à TV, surpreendido pelo participação dela na dita novela. Não porque ela nunca o tivesse feito anteriormente, mas apenas porque me habituei a vê-la em programas com conotações cómicas. E tanto é, que precisamente nas cenas onde a Maria apareceu, e embora eu não estivesse a par da contextualização da sua personagem, não pude deixar de sentir que a prestação dela me parecia demasiada forçada e pouco credível enquanto personagem dramática. Não estou a pôr em causa as qualidades da Maria Rueff enquanto actriz (cujas prestações em muitos sketches do Herman e do Programa da Maria eram brilhantes). Apenas tive aquela sensação devido ao facto de o simples sorriso dela ou até alguns tiques da sua personagem na novela estarem demasiado coladas aos demais tiques e sorrisos que ela espalhou pelo pequeno ecrã em milhares de horas de risos à fartura, enquanto encarnava variadíssimas personagens cómicas. São as consequências que um actor sofre ao colar-se demasiado a um só género. Arrisca-se a nunca conseguir libertar-se daquele estigma. Dificilmente é levado a sério.
… lembrei-me um anúncio que é transversal a tantas gerações e que eu ainda apanhei aquando da minha chegada ao rectângulo à beira mar plantado. Quem não se lembra do jingle da Regisconta, que nunca nos saiu da cabeça:
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
? Lol
Caso não consigam ouvir, podem sacar o mp3 aqui.
Mp3 encontrado em truca.pt
É apenas mais um capítulo nesta relação de ódio que a maioria do povo Português tem com a TV Cabo. Pelo menos falo por mim.
Não é que o canal seja algo de extraordinário, mas a possibilidade de se ver séries como Seinfeld, Cheers, Frasier, Conan O’Brien e Allo Allo todos os dias, é bastante diminuta em Portugal. E no contexto actual do pacote Clássico de canais da TV Cabo, dir-se-à que a perda é mesmo bastante relevante.
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